sexta-feira, 27 de novembro de 2015

NÃO FAÇA PARTE DESTA ESTATÍSTICA...

  Por Thatiana C. Rodrigues Gonçalves

Atualmente um problema social tem assolado nossas famílias e influenciado a desacreditarmos de alguns princípios que Cristo até hoje nos ensina.  Este problema tem invadido nossos pensamentos e até nossos discursos e atitudes, gerando uma onda de conflitos que nos fazem entrar na estatística do “amor que esfriou”.  

É incrível ouvir pessoas e, lamentavelmente as cristãs dizendo que não podem ou não conseguem: amar, perdoar, abençoar, ter misericórdia de alguém que como você e eu, não fizeram nada por merecer, pois pela GRAÇA foi concedido por Aquele que nos amou primeiro.

Precisamos voltar os olhos do nosso amor não para quem merece, mas para quem é necessário! Deus viu a nossa necessidade e nos amou! Ainda queremos buscar conselhos ou falsos profetas que podem nos afirmar que é loucura amar quem nos persegueperdoar o imperdoável... Enfim, queremos justificar nossa FRIEZA DE AMAR, esquecendo que o CHAMADO de Deus para nós foi AMAR a Deus e ao próximo.

Alguns ainda se enganam pensando que “trabalhando pra Deus” e não com Deus, irá garantir o seu reino; que cargos, funções, títulos na congregação vão nos salvar da ira de Deus. Que engano! Quanta frieza! Quanta ausência de Deus! Se Deus é amor, logo a ausência de Deus também será ausência de amor!

Saia desta estatística! Pois “surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mateus 24:11-13.

Thatiana C. Rodrigues Gonçalves é Pastora, Pedagoga em Psicopedagogia

domingo, 22 de novembro de 2015

Congresso Atuação


O Congresso Atuação em sua primeira edição, é um congresso multiministerial com o objetivo principal de levar a igreja de Cristo a cumprir o seu propósito dentro e fora “das quatro paredes”. Para a capacitação de líderes e obreiros nas mais diversas áreas de atuação, este congresso irá oferecer 25 workshops distribuídas nos ministérios de Evangelismo e Missões, Adoração e Arte, Educação Cristã e Juventude.
O tema central do Congresso este ano é : A Igreja e sua Missão.
O Orador Oficial, Pr. Sérgio Queiroz da Igreja Cidade Viva – PB,  trará a mensagem de Deus para sua igreja neste congresso.
O Público Alvo são pastores, obreiros, líderes e membros de qualquer igreja evangélica, que desejam cumprir a missão que Jesus nos deixou, o seja, todos. Paralelamente estará acontecendo o Atitude Kids voltado para o público infantil, em especial filhos de participantes do Congresso principal com idades entre 5 e 11 anos.

Inscrições: pibpa.org.br/congresso-atuacao/

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Cartilha Cidadã “Como a minha igreja pode influenciar as políticas públicas do meu município?”



É com muita alegria que a Aliança Evangélica Brasileira e a Rede Evangélica Nacional de Ação Social - RENAS, publicam nova Cartilha Cidadã com o tema “Como a minha igreja pode influenciar as políticas públicas do meu município?”, no propósito de evidenciar a necessidade do envolvimento político da Igreja como instituição, e também da urgente e necessária participação consciente dos cristãos na vida pública.

Este projeto conta com o apoio de oito parceiros: Associação Basiléia, CADI - Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral, CBN - Convenção Batista Nacional,  FCI - Fundo Cristão de Investimentos Estratégicos, Missão Aliança,  Tearfund, Ultimato e Visão Mundial Brasil.
A Cartilha Cidadã está disponível na internet. Procuramos parceiros para a impressão e distribuição em papel. Faça contato no e-mail secretaria@aliancaevangelica.org.br.

Clique na imagem acima ou folhear a cartilha ou clique aqui para download em PDF.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Tríplice Missão: Apocalipse 5:1-14

Vários desafios cercam a Igreja nestes dias marcados pela ansiedade coletiva, diluição dos paradigmas sociais e profunda solidão humana. Para enfrentá-los é preciso refletir, teologizar e finalmente por a mão no arado. Sem olhar para trás.

Precisamos encarnar a verdade de um Deus soberano, Senhor da Missão, que jamais poderá ser surpreendido por coisa alguma e, portanto, absoluto controlador de cada momento da nossa existência. Ao passo que nos esforçamos para assumir a nossa identidade cristã como sal e luz, uma comunidade chamada para fazer diferença na terra.

A primeira Missão da Igreja não é proclamar o evangelho, não é se expandir nem mesmo conquistar a mídia ou impactar a sociedade. A primeira Missão da Igreja é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida com os valores de Deus. É se “desglorificar” para glorificar o seu Deus.

Quando perguntaram a George Müller sobre o segredo do seu ministério, a sua resposta imediata foi: “O segredo de George Müller é que George Müller morreu já há alguns anos atrás”. É preciso reafirmar em nossos dias o motivo da nossa existência: a glória de Jesus, Senhor da Igreja. É tempo de reconhecer que Deus é maior do que nós.

Inquieto-me ao ver uma atual verdade nas antigas palavras de Cirenius, teólogo bizantino, quando afirmou que “a Igreja sofrera a tentação de desenvolver a sua personalidade e perder a sua finalidade. À imagem do primeiro homem, a Igreja também peca quando esquece o porquê está aqui e imagina ser suficiente apenas o existir. Torna-se assim tal qual uma linda rosa vermelha... a qual nasce, cresce, murcha e morre em um campo distante sem por ninguém ser vista, sem a nenhum olhar dar prazer”.

Percebo que vivenciamos a tendência da errática cristã a qual tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e se auto excluir de sua prática: a antibíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.

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Em meados do 1º século um cristão foi preso por seu testemunho e fé. Preso pelos Romanos. Este homem foi enviado a trabalhar em minas de César em uma ilha pouco habitada. Ao fim da sua vida, já velho, semi-cego e enfermo foi libertado para morrer em algum canto daquela ilha. Refugiou-se em algumas cavernas. Este cristão orou a Deus e pediu-lhe uma visão. O nome deste homem é João, a ilha chama-se Patmos e a visão que Deus lhe deu é o livro de Apocalipse.

No capítulo 5 de Apocalipse lhe é revelada o que chamo de “A Tríplice Missão”. A missão de Deus está centrada no verso 1. A missão de Cristo, do verso 5 ao 10 e a missão da Igreja do verso 11 ao 14.

I - A Missão de Deus é Reinar No primeiro verso Deus está sentado em um trono. Em sua mão direita segura o livro da História Humana, e história completa, pois está escrito por dentro e por fora.

Isto quer dizer que os nossos caminhos, nossas micro-histórias e nossos anseios estão seguros pela mão direita de um Deus que Reina soberanamente. E Ele está entronizado. Fica claro que na visão de João a missão de Deus é reinar.

Quando olhamos para a história da Igreja nos últimos anos em nosso país houve sobressaltos e surpresas. Entretanto Deus jamais se surpreendeu por coisa alguma, jamais perdeu o controle, jamais deixou de ser o dono da história, Senhor absoluto de cada detalhe da existência do universo.

Ronaldo visitou recentemente uma região próxima a Maraã no coração do Amazonas onde vivem os Kambeba, Kokama e Miranha. Eram tidos, até pouco tempo atrás, como grupos indígenas ainda não alcançados pelo evangelho. Tamanha foi minha surpresa ao chegar entre eles e ver ali a presença de uma forte igreja evangélica, que louva a Deus com fervor e amor. Procurando os autores daquele trabalho missionário nos apontaram alguns crentes ribeirinhos, especialmente o Sr. João, como é conhecido. Fui entrevistá-lo. Pessoa simples, quase iletrado, mas com tremenda paixão pelo Senhor Jesus. Com sua família vivia em um “flutuante” formado por um cômodo apenas e, além das redes, possuíam somente uma cadeira e uma panela. Contaram-me então como, através do escambo com os indígenas, conseguiram lhes transmitir o evangelho e plantar ali uma forte igreja.

Perguntei-lhe: “Mas como vieram parar aqui, em região tão distante?”

Ao que respondeu: “viemos ganhar a vida”.

“E como está a vida?” – lhe perguntei.

“Vai muito bem. Já plantamos 6 igrejas”.

Aqueles eram missionários sem sustento, aplausos ou reconhecimento. Eram servos de Jesus que confundiam o ganhar da vida com o ganhar de almas. Homens que passavam privações profundas para que o evangelho chegasse até ao final do rio Maraã. O sacrifício necessário rega a terra e abre as portas para o avanço. Mesmo perante um cenário de prejuízo social Deus continuou Senhor da História e enviou um ribeirinho a três tribos indígenas daquela região distante para fazer o impossível acontecer. A Missão de Deus é reinar.

A partir do verso 2 até o 4 há uma crise no céu. O livro está na mão de Deus, entretanto está fechado. Em um contexto judaico livro fechado significa história não resolvida.

E ninguém era digno de abri-lo. De dar resposta às vidas, às pequenas histórias, à macro-história humana daquele livro. Um ancião precipita-se e fala a respeito de um Leão. Leão da tribo de Judá. João alegra-se e procura pelo poderoso Leão, mas encontra apenas um Cordeiro. E o Cordeiro era

Digno! II - A Missão de Cristo é pagar o preço.

O centro do ministério de Cristo não foi sua encarnação nem sua ressurreição. O centro do seu ministério foi sua morte.

Em suas últimas palavras Ele bradou: “Está consumado”. Literalmente a expressão grega possui significado mais denso. “Tetelestai” era o carimbo colocado sobre o documento de compra de um escravo quando todo o preço já havia sido pago. “Tetelestai” era o registro legalmente reconhecido de que está pago. O Escravo foi comprado e jamais alguém poderá cobrar novamente o seu preço.

O que assegura-nos a vitória? Baseado em quê estamos aqui reunidos falando de um Deus o qual não vemos face a face e de um Cristo que viveu encarnado entre nós 2.000 anos atrás? No verso 5 o texto nos diz que o Cordeiro está “de pé”. Tinha aparência de morto, mas está “de pé”. Jesus está Vivo! E é esta maravilhosa verdade que enche de sentido o Cristianismo e diferencia a falsa religiosidade da experiência de um encontro com Deus. E Cristo então, com o seu sangue, compra, no versículo 9, homens de “toda língua, tribo, povo e nação”. O africano distante, o indígena no meio da mata, o vizinho ao lado da rua. Jesus pagou o preço por pessoas de todos os segmentos sociais humanos: “língua” (glosse, classificação lingüística); “tribo” (file: classificação familiar); “povo” (laos, classificação racial); “nação” (ethne: classificação étnica). Todos os segmentos sociais.

Entretanto, perante a verdade universal e irremediável de que o preço foi pago, ainda assim vivenciamos barreiras pessoais e eclesiásticas que limitam a expansão deste evangelho.

Vejo três grandes perigos, no Brasil, em nossa presente missiologia:

1º) Dos resultados substituírem o caráter no perfil do obreiro. O equívoco da valorização dos frutos em detrimento do coração piedoso e crente. A carnal tendência humana de definir ação missionária a partir dos resultados e não da intimidade com Deus.

2º) Da capacidade humana substituir a procura por dependência de Deus. O perigo de supervalorizarmos as nossas estruturas no que tange a logística, conhecimento, preparo acadêmico e capacitação em detrimento da prática de viver, trabalhar e sonhar tendo sobretudo no coração a incrível convicção de que nós dependemos de Deus.

3º) Das estratégias certeiras substituírem o compromisso com a Palavra no crescimento da Igreja e expansão da obra missionária. Nem tudo que dá certo é necessariamente bíblico e íntegro. Por vezes somos levados a escolher entre um rápido crescimento e um caminho mais lento, porém íntegro. Que Deus nos abençoe nestes momentos e façamos a escolha da integridade.

No verso 10 em diante encontramos a multidão dos santos. E diziam: “Digno é o Cordeiro de receber...”. E percebemos nos versos 11 e 14 que Ele os receberá da multidão dos santos, da Sua Igreja. Encontramos aí o cerne da nossa missão.

III - A Missão da Igreja é Servir ao Cordeiro.

Há 7 elementos que o Cordeiro, Jesus, receberá. A pergunta é: quem os dará? De quem Ele receberá? Dr. Russel Shedd chamou minha atenção para este texto e há aqui certamente 3 elementos teocráticos, que o Cordeiro receberá de Deus, e 4 elementos antropomórficos, que o Cordeiro deverá receber da Sua Igreja, cada um de nós.

O primeiro é a riqueza (ploton) e refere-se a nossa riqueza, nosso dinheiro, nosso ouro, prata e reais. Isto leva-nos a crer que o dinheiro dos santos tem como função prioritária servir ao Cordeiro Jesus. Como Ele deseja que eu use o meu dinheiro? Esta deve ser uma pergunta levantada por cada um dos santos.

O segundo elemento é a sabedoria (sofian) e aponta para a nossa inteligência humana, capacidade mental de raciocinar e processar pensamentos. Isto significa que nossa inteligência não possui como finalidade maior fazer-nos passar no vestibular ou conseguir uma promoção no emprego, mas sim servir ao Cordeiro em tudo aquilo que for prioritário para o reino.

O terceiro elemento é a força (Isxun). Nossa energia física e nosso suor. Devemos usar nosso corpo e capacidade de trabalho físico, sobretudo para servir ao Cordeiro Jesus. Nossa musculatura, saúde e suor devem estar a disposição de Cristo.

O último elemento aqui registrado é o louvor (eulogian), de ‘logia’, ‘logos’. Não se refere necessariamente aos nossos cânticos e adoração litúrgica, mas ao nosso louvor com palavras. Põe nossa atenção naquilo que falamos seja em casa, no trabalho ou ainda aquilo que murmuramos sem que ninguém ouça. Devemos colocar nossas palavras a serviço do Cordeiro.

A Missão da Igreja é Servir ao Cordeiro com tudo aquilo que tem de melhor. É cumprir os seus desejos mais profundos. E o Cordeiro possui muitos desejos. Estão relatados na Palavra do Senhor.

Um deles, entretanto, é ser conhecido por toda a terra, entre todos os povos. Este foi o seu desejo mais enfático. E um dos únicos que ainda não foi cumprido. Nós nos deixamos levar pelo brilho das catedrais e pelo calor dos holofotes. E nos esquecemos que o desejo primário do Cordeiro é que nosso dinheiro, sabedoria, força e louvor sejam usados para levar o Seu nome e fazê-lo conhecido fora dos nossos templos e programas eclesiásticos.

Jesus deseja ser conhecido no sertão Brasileiro, por vezes esquecido. Entre os indígenas no nosso país onde Missões Evangélicas lutam por décadas, bravamente, com pouquíssimo apoio eclesiástico e político. Missionários são retirados das aldeias sem a menor explicação e não há mobilização. Mas quando o novo código civil ameaçou taxar nossas igrejas vimos um grande levante de irmãos preocupados. Perdemos a prioridade de Jesus.

Jesus deseja ser conhecido na África distante e entre os islâmicos mais radicais. Entre os 2.227 PNAs e as 3.500 línguas sem a Palavra traduzida. Jesus deseja ser conhecido pelo homem que mora ao seu lado e àqueles que estão no gueto urbano mais inacessível.

Esta é uma grande verdade: Jesus deseja ser conhecido e, apesar de sermos mais de 20 milhões de evangélicos neste grande país, termos riquezas, sabedoria, força e louvor, Ele continua desconhecido em diversos lugares.

Jim Elliot foi um missionário que atuou com despojo e fervor entre os Auca no Equador. Piloto de Asas de Socorro foi martirizado pelos indígenas daquela tribo em 1956. Apesar do eco de seu ministério muitos poderiam julgá-lo como alguém que jogou fora toda sua vida deixando para trás esposa e filhos. Mas o código de vida do crente se baseia em outros critérios. Fala sobre perder a vida, lançar a semente mesmo de noite, andar a segunda milha e olhar além do horizonte. Em uma de suas cartas a irmãos na América Jim Elliot afirmou: “Viva de tal forma que, quando chegar a hora da morte, nada tenha a fazer senão morrer”.


Que Deus nos ajude a cumprir a nossa missão.

Fonte: Instituto Antropos – www.instituto.antropos.com.br

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Aluna da sétima série enfrenta professora ateísta…. e vence

"Não é justo questionarem minha fé", alegou Jordan Wooley em conselho escolar

Aluna da sétima série enfrenta professora ateísta…. e venceAluna enfrenta professora ateísta.... e vence
Jordan Wooley sentiu-se constrangida quando a professora pediu que ela negasse a existência de Deus em um trabalho escolar. Quando tentou discordar, foi repreendida pela professora.Uma aluna da sétima série chamou atenção da mídia americana esta semana por tomar um posicionamento público, defendendo sua fé cristã.
Ao chegar para mais um dia de aula na Escola West Memorial, em Katy, Texas, a professora que trabalhava leitura e produção textual afirmou diante da classe que Deus é um “mito” e qualquer aluno que dissesse que Deus é um “real” está errado e ficaria com uma nota baixa.
“Ela começou a dizer que todos estavam completamente errados. Também ridicularizou nossos pastores”, conta a jovem.
A mãe de Jordan, Chantel Wooley, afirmou que o trabalho que os alunos teriam de fazer representaria cerca de metade de nota de sua filha na aula de leitura.  A professora fez a mesma ameaça em todas as turmas que ela ensinou durante a semana.
Ao chegar em casa, Jordan falou com seus pais e como havia uma reunião do conselho escolar naquela noite, pediu para participar. Ela pediu a palavra e confrontou a professora ateísta publicamente, diante dos pais e professores presentes.
Uma outra professora de leitura estava no local e afirmou que questionar a existência de Deus não fazia parte do currículo. O superintendente educacional Alton Frailey desculpou-se com  Jordan. “Eu realmente sinto muito que sua fé foi questionada assim”, declarou.
Ele disse que iria pessoalmente investigar por que os procedimentos padrões não estavam sendo seguidos na escola. “Nós certamente vamos olhar isso de perto. Muito obrigado. Foi muito corajoso da sua parte. Obrigado, Jordan”, finalizou.
No dia seguinte, o diretor da Escola West Memorial anunciou que o trabalho dado pela professora não pesaria na nota final. O nome da professora não foi divulgado, pois ela foi afastada até o fim do procedimento interno do distrito.
Nesta quinta, o pastor Franklin Graham usou sua conta no Facebook para elogiar Jordan por sua postura: “Isso requer coragem! Sou grato por jovens como esta que falam sobe sua crença em Deus e Seu Filho, Jesus Cristo. Isso é uma lição que todos nós podemos aprender!”. Com informações Gospel Herald e Usa Today

por Jarbas Aragão

domingo, 1 de novembro de 2015

31 de outubro não é Halloween é o Dia da Reforma Protestante


                                                           Por Rodrygo Gonçalves

Andei perguntando para várias pessoas o que é comemorado no dia 31 de Outubro. A resposta que obtive de todas as pessoas, inclusive “evangélicos” é de que seria dia de Halloween.

Assim como o Natal que é tirado a figura de Cristo para que em seu lugar o Papai Noel “fique no centro” e na Páscoa, em que o Coelho e o Chocolate nos tira a atenção do sacrifício de Jesus, a Reforma Protestante tem sido tirada do foco para em seu lugar ficar o Halloween.

A Reforma Protestante é o marco inicial da Igreja evangélica. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero através da publicação de suas 95 Teses colocadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas: Sola fide (somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo) Sola gratia (somente a graça); Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Data esta que precisa ser comemorada, nos deu a liberdade de livre interpretação da Bíblia.

O primeiro registro do termo "Halloween" é de 1745. O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) Derivou do termo escocês "Hallo-Hellu" (véspera do Dia de Todos os Santos) que era a noite das bruxas, a origem pagã do "dia das bruxas" tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo antigo da perfeição celta).

Para nossa surpresa os países que tradicionalmente comemoram o halloween são países de formação protestante com especial relevância nos  Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. E, a cada ano tem aumentado no Brasil.

Fica evidente que o Halloween foi criado como mais uma armadilha para tirar o foco do verdadeiro sentido da data transformando uma simples comemoração em puro consumismo. Neste ano de 2015 iremos comemorar os 498 anos da Reforma Protestante, estamos bem perto dos 500 anos, como igreja precisamos nos levantar contra o inferno e manter viva nossa história e em nenhuma hipótese deixar ficar no esquecimento.

Consulta: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 24 de outubro de 2015

Presidente decreta jejum nacional para que Deus tire país da crise


Presidente decreta jejum nacional para que Deus tire país da crisePresidente decreta jejum nacional contra crise
"Ele já perdoou os nossos pecados e temos certeza de que irá curar a nossa nação", afirmou presidente da Zâmbia

A crise econômica que se abate sobre muitos países parece ter chegado à África. Na Zâmbia, a inflação tem crescido e a moeda nacional (kuatcha) desvalorizou quase 45% frente ao dólar. Além disso, houve uma queda brusca no preço do cobre, uma das principais fontes da receita da Zâmbia, responsável por cerca de 70% das exportações.
A resposta de Edgar Lungu, presidente da Zâmbia, foi inédita e gerou grande polêmica. Ele está pedindo ajuda de Deus. Em colaboração com várias igrejas do país, decretou que o domingo passado (18), seria um dia de oração e jejum nacional.
Diante de mais de 5000 pessoas, afirmou em um discurso: “Nosso Deus ouviu as nossas orações. Ele já perdoou os nossos pecados e temos certeza de que irá curar a nossa nação, que enfrenta graves problemas socioeconômicos. Vocês sabem que Deus é amor e peço que cada um faça o seu melhor e deixe o resto nas mãos de Deus”.
Na Zâmbia cerca de 85% da população é cristã, mas nem todos gostaram da postura do presidente. O chefe tribal Ntamdu, líder da província do norte chamou os governantes de “idiotas”. Ele questionou: “Orar e jejuar para quê? Para que aconteça algum milagre econômico? Por acaso foi Deus que causou este sofrimento todo às pessoas, para que agora possa reverter a situação?”.
Curiosamente, um grande arco-íris ao redor do sol foi avistado na capital Lusaka, o que para muitos foi um sinal da aprovação divina. Com informações Lusaka Times
por Jarbas Aragão

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Visita ao Gente Livre em Salinópoles.

Neste domingo dia 18 de outubro estivemos visitando a Comunidade Terapêutica “Gente Livre”, um centro de recuperação para pessoas que querem deixar/estão deixando as drogas. O Centro de Recuperação como é conhecido fica em Salinópolis, o Centro Gente Livre já formou vários alunos, que hoje estão bem, se mantendo firme. O Gente livre hoje é coordenado pelo Pr. Balaão.


Neste período ministramos eu suas vidas aquilo Deus tem nos dado.


Realizamos dinâmicas para descontrair, mas sem deixar de passar uma mensagem.


Quero Agradecer a todos que tem nos ajudado nesse trabalho e ao Pr Balaão que tem sido grandemente usado pelo Senhor nessa obra.

  

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

FÓRUM DE MISSÃO URBANA - JOÃO PESSOA - 26-28/11/15

Acontecerá na cidade de João Pessoa o FÓRUM DE MISSÃO URBANA de 26 a 28 de Novembro de 2015. O FMU refletirá de modo integrado e dinâmico três eixos temáticos voltados para o contexto urbano: (1) conjuntura urbana atual; (2) bases bíblico-teológicas; (3) práxis transformadoras. Buscaremos entender os contextos urbanos e a missão uma resposta ao agir de Deus no mundo. Tais ações não podem prescindir a compreensão das realidades e contextos que desafiam a missão transformadora.


Fórum de Missão Urbana (FMU) é um projeto em parceria das seguintes instituições:
Tearfund, Instituto Solidare, Alef, Acev, Juvep, Faculdade Teologica Sul Americana, Missao Aliança, Betel Brasileiro,  Igreja Cidade Viva  e Aliança Evangélica Brasileira. 
FMU refletira de modo integrado e dinâmico três eixos temáticos voltados para o contexto urbano: (1) Conjuntura urbana atual; (2) Bases bíblico-teológicas; (3) Práxis transformadoras.
integração dos eixos (vide diagrama abaixo) é fundamental para a missão urbana. Buscar entender o contexto urbano (conjuntura) é uma lição de casa permanente para a liderança, pastoral ou não, igrejas e organizações. Sendo a missão uma resposta ao agir de Deus no mundo, tais ações não podem prescindir a compreensão das realidades e contextos que desafiam a missão. Essa fase do processo nos ajuda a, como Jesus, “ver as multidões” para depois “ter compaixão delas”. Esta fase analítica tem a intencionalidade de gerar ações compassivas transformadoras.
O passo seguinte, mas não cativo do anterior, é a reflexão bíblico-teológica. Sem fundamentação bíblico-teológica nossas motivações, interesses e ações correm o risco de ser mais um “ismo” social. Somos desafiados a imitar Jesus “andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (Lc 8:1) e que entendeu que sua missão era: “É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4:43). É o “Evangelho do Reino de Deus” que tem o poder de transformar vidas e situações. Por isso a necessidade de capacitação bíblico-teológica que nos ajude a entender como o este “Evangelho do Reino de Deus”, e não outro, pode e deve se proclamado e manifestado no contexto urbano.
Esse processo nos leva ao passo seguinte do ciclo: ações que geram transformações urbanas. Essas ações não serão inconsequentes e nem impensadas. Antes, buscando “discernir os sinais dos tempos” (Mt 16:3) à luz da Palavra de Deus, nós, como agentes da missio Dei,  somos “sal da terra” e “luz do mundo” “para que vejam” nossas “boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:13-16).
Diagrama do Fórum
diagrama
Objetivos do Fórum
  1. Promover trocas de experiências de transformação urbana;
  2. Incentivar a prática de iniciativas para a transformação urbana;
  3. Formação de um cadastro nacional de iniciativas missionais no contexto urbano (catálogo);
  4. Fomentar o surgimento de uma rede de missão urbana;
  5. Fornecer ferramentas para a transformação urbana.
Eixos Temáticos
  1. Análise da conjuntura urbana atual;
  2. Base bíblico-teológica;
  3. Modelos práticos de transformação urbana;
  4. Práxis e recursos para a transformação urbana.
Objetivos dos Casos
  1. Influenciar na realizar de ações concretas de transformação urbana;
  2. Promover conscientização de temas específicos dos contextos urbanos;
  3. Valorizar iniciativas de igrejas e ministérios urbanos.
Pedagogia do Fórum
FBM busca intencionalmente três processos pedagógicos:
Primeiro, o formato de apresentação no estilo TED. TED é acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em portuguêsTecnologia, Entretenimento, Design. Trata-se de uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas pela fundação Sapling, dos Estados Unidossem fins lucrativos, destinadas à disseminação de ideias –”ideias que merecem ser disseminadas”. Suas apresentações são limitadas a dezesseis minutos, e os vídeos são amplamente divulgados na Internet. No caso do FMU as apresentações terão o limite de 20 minutos, sendo um total de 6, assim distribuídas:
  • TEDS DO EIXO TEMÁTICO – ANÁLISE DA CONJUNTURA URBANA ATUAL
TED 1 – Análise da conjuntura urbana atual
TED 2 – Análise da conjuntura urbana atual
  • TEDS DO EIXO TEMÁTICO – BASE BÍBLICO-TEOLÓGICA PARA A MISSÃO URBANA
TED 3 – Base bíblico-teológica para a missão urbana
TED 4 – Base bíblico-teológica para a missão urbana
  • TEDS DO EIXO TEMÁTICO – PRÁXIS PARA A TRANSFORMAÇÃO URBANA
TED 5 – Práxis para a transformação urbana
TED 6 – Práxis para a transformação urbana
Segundo, a prioridade das apresentações de CASOS. Serão 12 casos com a duração de 15 minutos cada. Os casos possuem as seguintes características:
  • Estão vinculados com igrejas;
  • Estão buscando a transformação urbana;
  • Estão atuando e envolvidos com temáticas de profunda relevância e impacto em contextos urbanos.
Terceiro, uma proposta de continuidade e processo. Não se propõe apenas um ajuntamento motivacional. Além de promover trocas de experiências e incentivar a prática de iniciativas para a transformação urbana, o FMB anseia por:
  • Desenvolver processo continua e permanente, na expectativa de elaborar um cadastro nacional de iniciativas missionais no contexto urbano que viabilize não apenas o conhecimento de tais iniciativas como também a promoção da cooperação e parcerias de missão;
  • Fomentar o surgimento de uma rede de missão urbana;
  • Fornecer ferramentas para a transformação urbana através de um website e capacitações locais, regionais, nacionais.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A igreja enviando missionários!

O ENVIO MISSIONÁRIO – PARTE 1 IntroduçãoPor Ronaldo Lidório
Olhemos para a igreja em Antioquia como paradigma de envio, compromisso evangelístico e força plantadora de igrejas. A proposta é fazê-lo sonhar com esse modelo bíblico. Não foram Paulo e Barnabé que iniciaram esse grande movimento de plantio de igrejas entre os gentios, mas uma igreja, sensível ao Espírito, com a visão do Reino, temor à Palavra e pronta para servir. Igrejas plantam igrejas.
Leiamos o texto de Atos 13, versos 1 a 3.
1 Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.
2 E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.
O versículo 1 enumera cinco líderes da igreja em Antioquia descritos sob a categoria de profetai kai didaskaloi (profetas e mestres). Profetes era aquele que falava em nome de Deus, também utilizado no grego ático tanto para pregador quanto para expositor das leis. O Didaskalos é o mestre (de didasko: ensino) aplicado para aquele que possui discípulos e, parece-me que nesse caso, esses didaskaloi estavam mais ligados à instrução dos novos convertidos em Antioquia. Nessa lista primeiramente é mencionado Barnabé, o qual era “natural de Chipre” (At. 4:36). Logo após Lucas cita Simeão, referindo-se provavelmente a um africano “Níger” (negro) e menciona Lúcio “de Cirene” provindo do norte da África. Também lista Manaém, colaço (syntrophos: irmão de leite) de Herodes e finalmente Saulo.
O versículo 2 começa com uma ação coletiva: “e servindo eles ao Senhor…”. E as duas perguntas que devem ser aqui levantadas são: quem são “eles” e como serviam ao Senhor? Há três possibilidades para entendermos “eles”, já que o texto não o define: refere-se a toda a igreja em Antioquia; ou apenas aos cinco líderes do verso anterior; ou ainda especificamente a Paulo e Barnabé mencionados separadamente logo após.
Por ausência de ligação textual creio que podemos excluir a “igreja em Antioquia”, restando-nos assim os cinco líderes do versículo 1 e Paulo e Barnabé do versículo 2. De qualquer forma, esses últimos são também mencionados na lista de líderes, portanto os utilizaremos como pressuposto para “eles”. Sigamos, portanto, para a pergunta principal: como serviam ao Senhor?
Leitourgoi – Edificadores do Corpo de Cristo
O verbo “servindo” (leitourgounton) utilizado aqui, aponta para aqueles que serviam ao Senhor como leitourgoi, servos. Lembremo-nos que havia três formas de alguém se apresentar como “servo” no contexto neotestamentário:
Como doulos – o escravo. Nas palavras de Candus “Aquele que pessoalmente acompanha o seu Senhor para realizar os desejos do seu coração”. Portanto, doulos no contexto do Novo Testamento é aquele que tem um compromisso direto com Deus; que serve pessoalmente ao seu Senhor.
Como diakonos – o mordomo. Aquele que serve ao seu Senhor através do serviço à comunidade. Na palavra o termo é usado para aqueles que, sensíveis à necessidade do Corpo de Cristo – física e espiritual – servem a Deus.
Ou como leitourgos – o edificador. O termo, ligado à leitourgia (liturgia) não é restrito como o usamos hoje. Refere-se àquele que serve ao Senhor sendo usado por Ele para abençoar, edificar, o seu irmão. E essa é justamente a raiz do verbo que expressa que Paulo e Barnabé serviam ao Senhor, afirmando assim que eles eram, antes de tudo, abençoadores, ou edificadores do Corpo de Cristo em Antioquia. Eram uma bênção, como se pode falar hoje.
Portanto, a primeira característica apontada pelo texto a respeito desses dois homens que iniciaram a obra missionária como a conhecemos hoje não foi a competência intelectual, o título ministerial ou a profundidade teológica, mas a fidelidade, e fidelidade de vida em relação aos de perto que os rodeavam em Antioquia.
Uma aplicação objetiva do texto seria esta: não envie para longe aqueles que não são uma bênção perto. Aquele rapaz que diz possuir um claro chamado ministerial, se não tiver primeiramente um desejo ardente pelo ministério comprovado pelo serviço em sua igreja local, certamente não o terá em lugares distantes; ele não está pronto a ser enviado ao seminário ou ao campo. Aquela jovem que insistentemente afirma ter um claro chamado ministerial para a obra missionária em algum lugar distante, se não o demonstrar onde está com os ministérios e oportunidades locais, não o fará também do outro lado do mundo; ela não está pronta a ser enviada ao preparo ou ao campo.
Aplicações do texto para a vida diária
Já vimos que não devemos enviar para longe aqueles que não são uma bênção perto com base no verso 2.
Spurgeon já falava, em 1885, que “nada é mais difícil do que se mostrar fiel aos de perto que bem lhe conhecem” e aqui três rápidas aplicações poderiam ser feitas.
Pessoal. Não há nada mais perto de nós do que a nossa família. Aquele que não pode ser apontado pela esposa, esposo ou filhos como leitourgos no dia a dia de sua casa, dificilmente será uma bênção fora dela.
Ministerial. Líderes e pregadores que se destacam nos púlpitos e salas de aula de igrejas e seminários, mas fracassam com a família, amigos e pessoas chegadas, não estão prontos para o ministério. Plantadores de igrejas que são exímios no que fazem, nas ruas, praças e templos, porém não têm testemunho de Cristo entre os seus, não estão qualificados ao envio. O ministério não define o próprio ministério. O caráter de Cristo em nós o faz.
Eclesiástica. Não há nada mais perto da igreja do que a própria igreja, os irmãos com os quais nos encontramos a cada semana. Se uma comunidade cristã não demonstra ser leitourgos, abençoadora, para aqueles com a qual convive dia a dia, culto a culto, dificilmente conseguirá fazer diferença em outros lugares, seja perto, seja longe.
Conclusão
A Palavra de Deus segue uma lógica quase sempre crescente. O que for fiel no pouco será também no muito. Quem for uma bênção perto será também longe. É necessário entendermos que “no pouco” e “perto” encontramos oportunidades de aprendizado e crescimento. São ambientes onde podemos observar nossos próprios corações, vermos as áreas de limitação da vida e buscarmos quebrantamento, perdão e edificação para nossa caminhada.
Vivemos um desafio constante de sermos fieis no pouco e abençoadores aos de perto. Usemos desta oportunidade para buscar verdadeiro quebrantamento de coração, pedir que o Espírito Santo nos molde à imagem de Cristo, e nos preparar para continuarmos a caminhada ao ponto de também sermos fieis no muito e abençoadores aos de longe.
O ENVIO MISSIONÁRIO – PARTE 2 Introdução
Veremos neste artigo sobre a posição da igreja no processo de envio missionário. O envio missionário está atrelado diretamente ao envio por parte de igrejas locais. Há um número expressivo de vocacionados ao ministério que não chegam aos seminários e campos por falta de orientação, acolhida e envio por parte de igrejas locais. Um segmento precioso na igreja local são os seus vocacionados. São eles que o Senhor usará para que outras igrejas sejam pastoreadas, a Palavra seja traduzida para outros idiomas, igrejas sejam plantadas em cidades e tribos, e ministérios de compaixão sejam desenvolvidos entre os carentes. Devemos orar, acolher, encorajar, preparar e investir naqueles a quem Deus chama e vocaciona.
E disse o Espírito Santo
No texto de Atos 13.1-3 lemos que, servindo eles ao Senhor, “disse o Espírito Santo: separai-me…”. O texto não esclarece como o Espírito se manifestou e falou à igreja, mas toda a ação deixa bem claro que a igreja prontamente ouviu. “Disse” (eipen) vem de lego que significa “falar”, “se comunicar”. Pode ser usado tanto para a comunicação direta ou via um mensageiro. Alguns exegetas afirmam que o fato do Espírito ter falado à igreja se relaciona com o destaque de Lucas no verso primeiro, ou seja, a existência de “profetas e mestres”. Outros defendem que, por deixar indefinida a forma pela qual o Espírito falou à igreja Lucas estaria sugerindo a presença de uma convicção subjetiva unânime no meio do povo quanto ao chamado de Paulo e Barnabé. O certo, porém, é que o texto declara como a igreja estava quando ouviu a voz do Espírito: jejuando e orando.
O conteúdo do que Ele falara foi “separai-me” (aphorisate), do verbo aphorizo, o qual é um verbo exclusivista também usado em Mt 25.32 quando o pastor “separa” as ovelhas dos carneiros. Aphorizo se diferencia de ekklio, pois não se trata de uma separação de relacionamento (foram excluídos da igreja de Antioquia), mas uma separação para uma função (permanecendo ligados à igreja são agora designados para uma função além da igreja local). É o mesmo termo usado nos Documentos de Cartago, quando cidadãos comuns eram chamados para engrossar as fileiras do exército romano. Portanto, Paulo e Barnabé seriam separados porque primeiramente haviam sido chamados e não o contrário.
É bom também entendermos que ergon (a obra) para a qual foram chamados é um termo genérico que tanto pode significar um ato quanto uma função e poderia ser usado, nesse caso, por ser essa obra já bem conhecida por todos na igreja – a evangelização dos gentios – ou também para chamar a atenção para o ponto principal deste comando: não a obra, mas quem os chamou para essa obra. Demonstra também flexibilidade ministerial indicando que a obra pode mudar, mas o chamado permanece, pois se baseia naquele que nos chamou.
A expressão “jejuando e orando” vem como um conjunto que se completa já que, segundo Stott, “o jejum é uma ação negativa (abstenção de comida e outras distrações) em função de uma ação positiva (culto e oração)”, e em subsequência “impondo sobre eles as mãos…” traz a expressão epithentes tas cheiras que possui vasto significado para o conceito de envio missionário.
Impondo sobre eles as mãos
A imposição de mãos tem um significado específico entre romanos e gregos no primeiro século. Compreendê-lo também nos levará a perceber a nossa responsabilidade em impor as mãos e enviar aqueles que devem pregar o Evangelho de Cristo.
Sinal de autoridade. Esse “impor de mãos” remonta ao grego clássico quando um pai impunha suas mãos sobre o filho que lhe sucederia na chefia da família, ou seja, uma transferência de autoridade. Para Paulo e Barnabé isso significava que eles possuíam a autoridade eclesiástica para fazer tudo o que a igreja faria, mesmo onde ela não estivesse presente como comunidade. É, portanto, ao mesmo tempo uma carga de autoridade e responsabilidade. Como igreja em Antioquia, eles poderiam pregar a Palavra, orar pelos enfermos e desafiar os incrédulos, mas ao mesmo tempo precisariam também compartilhar da mesma fidelidade e dedicação que existia naquela comunidade dos santos.
Sinal de reconhecimento. Também era usado em momentos oficiais como na cidade de Alexandria, quando vinte oficiais foram escolhidos especialmente para guardar a entrada da cidade que sofria com frequentes ataques de nômades, e sobre eles “foram impostas as mãos” em sinal de reconhecimento de que eram dotados das qualidades para aquela função. Para Paulo e Barnabé consistia no fato de que a liderança da igreja reconhecia não apenas o chamado (que era claro), mas também a capacidade e dons para cumprirem a missão.
Sinal de Cumplicidade. Encontramos também no grego clássico o “impor de mãos” no sentido de cumplicidade, quando generais eram enviados a terras distantes para coordenar uma província e as autoridades enviadoras impunham as mãos demonstrando ao povo que eles não seriam esquecidos. Ou seja, permaneciam como parte do corpo mesmo não estando entre eles. Para Paulo e Barnabé significaria dizer que, por mais distantes que fossem, permaneceriam ligados à igreja de Antioquia. Que essa igreja continuaria responsável por eles, amando-os, desejando o melhor e com certeza os sustentando. A meu ver, impor as mãos como sinal de autoridade e reconhecimento não é tão difícil como as impor em sinal de cumplicidade, pois esse último é um ato contínuo que demanda dedicação e profundo amor. Kent Norgan afirmou que “é mais fácil amar aquele que se vê e ter compaixão ao que está sempre ao seu lado”.
Por fim, a igreja “… os despediu” (apelusan), do grego apoluo que significa “fazer as honras do envio”. “Apoluo” também pode ser usado no sentido de “liberar, soltar, deixar que se vá”. Creio que havia aqui um aspecto prático no qual líderes e irmãos pensaram também nas necessidades imediatas de Paulo e Barnabé para a viagem e ministério. Apoluo é uma expressão formal, portanto nos leva a crer que não foram despedidos de forma simples, mas antes houve um culto em que a igreja oficialmente se reunira para os enviar: um abençoado culto de envio.
Alguns princípios no envio
Temos aqui alguns princípios que podem ser observados no envio missionário.
No processo do chamado não há apoio bíblico ao ostracismo. Ou seja, é inválida a posição de irmãos que alegam ter ouvido a direção do Espírito Santo quanto à vocação missionária, mas que desejam levar adiante essa missão sem a participação da igreja local. Mesmo em um contexto onde agências missionárias são usadas para facilitar os ministérios daqueles que vão, a igreja local precisa permanecer na linha de frente no processo de seleção e confirmação do chamado. Precisamos crer que o Espírito fala à igreja e devemos esperar submissão daqueles que foram chamados à sua liderança local.
No desafio ao envio missionário devemos evitar o institucionalismo. É o outro lado da mesma moeda. A igreja, sozinha e desconhecendo o contexto, tomando decisões e definindo metas, estratégias e prioridades a despeito da visão daqueles que foram chamados. Precisamos crer que Deus colocará de maneira clara nesses corações os desejos certos e a motivação que vem do alto. É preciso ouvir, e com atenção, o que Deus fala aos chamados em sua igreja local.
No momento do envio passamos para os enviados autoridade eclesiástica, reconhecimento de que são qualificados e especialmente cumplicidade com a obra para a qual foram separados. Ou seja, no processo do envio missionário o cordão umbilical não pode ser cortado. A igreja, enviadora, é a responsável pela obra que se inicia perante o Senhor. Igrejas plantam igrejas.
Conclusão
Oremos e olhemos para os vocacionados em nossa igreja. Aqueles que sentiram e estão convictos da vocação do Senhor. Talvez não saibam para onde, como ou quando irão, ou se permanecerão, mas estão certos que o Senhor os chamou.
Oremos por eles, sobretudo, por dois elementos importantes. O primeiro é o discernimento. Eles precisam de Deus para saber qual é o próximo passo. Talvez seja se envolverem com os ministérios da igreja local, se prepararem em um seminário ou concluírem a universidade. Talvez seja buscarem a Deus para uma área de suas vidas seja trabalhada. O próximo passo, porém, é sempre uma grande necessidade para aqueles que foram chamados e ainda não partiram. O segundo elemento importante é a perseverança. Oremos para que eles não parem ao longo do caminho. Para que não se encantem com as luzes deste mundo e outros chamados que não venham do Pai. Perseverar é uma das maiores necessidades na vida daqueles que entendem a vocação ministerial e a igreja pode ajuda-los, como Antioquia fez com Paulo e Barnabé.
Ninguém sabe ao certo quando Deus falará à igreja de forma especial, mas o jejum e a oração – sinais de uma comunidade piedosa e crente – são a postura daqueles que ouvirão a Sua voz. Deus fala a muitos, contudo aqueles que se humilham ouvem mais a Sua voz.
Envie suas perguntas para contato@povoselinguas.com.br, para que possamos acompanhar e orienta-lo quanto ao envolvimento de sua igreja no campo missionário.
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