sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

8 Jeitos de Mudar o Mundo. 2º Educação Básica de Qualidade para todos (Objetivos do Milênio)

Continuando a serie sobre os 8 Jeitos de Mudar o Mundo – que devem ser atingidos por todos os países até 2015, Conhecidos também como 8 Objetivos do Milênio – ODM, estabelecido pela ONU – Organização das Nações Unidas. hoje falaremos do segundo.

Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.



2º. EDUCAÇÃO BÁSICA DE QUALIDADE PARA TODOS BRASIL: 

Os dados do 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM são de 2008: 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. 

Nas cidades, o percentual chega a 95,1%. O objetivo de universalizar o ensino básico de meninas e meninos foi praticamente alcançado, mas as taxas de frequência ainda são mais baixas entre os mais pobres e as crianças das regiões norte e nordeste. Outro desafio é com relação à qualidade do ensino recebida. 
Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, tenham recebido educação de qualidade e concluído o ensino básico. 

SUGESTÕES DE AÇÕES: 
  • Falar com os diretores das escolas e se oferecer como voluntário, pois com certeza saberão aproveitar sua disponibilidade. 
  • Identificar os alunos que estão faltando muito às aulas e incentivá-los a voltar a frequentar a escola. 
  • Mostrar que atividades recreativas e esportivas também são educativas. Disciplina, respeito e cooperação podem ser reforçados nesses momentos. 
  • Organizar ou participar de campanhas de doação de livros e de materiais didáticos para instituições e bibliotecas. 
  • Fazer e manter uma biblioteca alegre e acolhedora, e mostrar que a leitura é um prazer. 
  • Acolher e respeitar os alunos especiais, além de denunciar professores e escolas que não promovam a inclusão dos portadores de deficiências.
  • Identificar crianças fora da escola e encaminhá-las para o ensino, além de denunciar o fato ao Conselho Tutelar da cidade. 
  • Fazer o acompanhamento de uma criança incentivando-a e monitorando seu desempenho. 
  • Participar do Conselho Escolar e acompanhar o desempenho da escola.
  • Organizar aulas de reforço escolar para estudantes com dificuldades de aprendizagem. 
  • Fazer um levantamento dos analfabetos em seu bairro e incentivá-los a frequentar um curso de alfabetização. 
  • Incentivar a criação e o trabalho voluntário em creches para crianças de 0 a 4 anos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

8 Jeitos de Mudar o Mundo. 1º Acabar com a Fome e a Miséria Brasil (Objetivos do Milênio)

Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo – que devem ser atingidos por todos os países até 2015. Vamos colocar aqui um por um.

Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.

1º. ACABAR COM A FOME E A MISÉRIA BRASIL:
Já foi cumprido o objetivo de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza até 2015: de 25,6% da população em 1990 para 4,8% em 2008. 

Mesmo assim, 8,9 milhões de brasileiros ainda tinham renda domiciliar inferior a US$ 1,25 por dia até 2008. 

Para se ter uma ideia do que isso representa em relação ao crescimento populacional do país, em 2008, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza era quase um quinto do observado em 1990 e pouco mais do que um terço do valor de 1995. 
Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar por dia e a proporção da população que sofre de fome. 
SUGESTÕES DE AÇÕES: 
  • Procurar informações sobre direitos e deveres dos cidadãos, para divulgá-los na comunidade e fiscalizar os órgãos competentes. 
  • Atuar como capacitador voluntário, promovendo orientação profissional para os pequenos negócios do bairro. 
  • Elaborar e distribuir material orientando sobre o que é uma boa alimentação. 
  • Organizar e promover atividades de educação alimentar, visando o aproveitamento integral dos alimentos. 
  • Aproveitar ao máximo os alimentos, cuidando de sua correta conservação, usando receitas alternativas e promovendo o não desperdício. 
  • Fazer um Mural da Cidadania em escolas e locais públicos. 
  • Pesquisar e divulgar ofertas de trabalho, cursos de capacitação profissional e geração de renda e serviços à comunidade (saúde, documentos, previdência, bolsa-família, etc). 
  • Formar um grupo de mães de alunos que ensinem o melhor aproveitamento dos alimentos, para evitar desperdícios.
  • Monitorar a merenda escolar e comunicar qualquer irregularidade ao Conselho de Alimentação Escolar, ao Ministério Público ou ao Ministério da Educação pelo telefone gratuito 0800 61 6161. 
  • Buscar parcerias que ajudem a enriquecer a alimentação oferecida por escolas e organizações sociais. 
  • Fazer uma horta caseira e incentivar os vizinhos e as escolas do bairro a fazerem o mesmo.
  • Sensibilizar supermercados, restaurantes e quitandas para o não desperdício, informando-os sobre locais para onde podem ser encaminhados os alimentos excedentes. 
  • Valorizar o desenvolvimento local, comprando e promovendo o uso de produtos do comércio solidário.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Deputados Estaduais, Federais e demais autoridades brasileiras.: Que A Criança Indígena Receba Atendimento de Saúde Digno!

Uma morte silenciosa, não anunciada, vem ao longo dos tempos sendo amordaçada e banida dos ditames oficiais e dos relatórios governamentais. É a morte das crianças indígenas, hoje distribuídas em 611 terras indígenas, em 483 municípios brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste. São crianças de 220 povos indígenas em uma diversidade étnica jamais vista em outro lugar deste planeta Terra.
O censo do IBGE de 2000 mostrou uma população de 306.849, no ano de 2010 esta população quase triplicou e foi registrado 817.000. Esta população não pode contar as vozes de crianças indígenas que se calaram neste período. Foram vozes que se quer chegaram a pelo menos completar seus choros de recém nascidos. Foram vozes que se foram, nas aldeias famintas, nas redes rasgadas, nas terras sem águas, sem caça, sem remédios, sem assistência médica de acompanhamento, sem mesmo gotas de dignidade.
São vozes que foram caladas e que cujo governo não anuncia. O robusto Ministério da Saúde, onde detém um dos maiores orçamentos do Governo Federal, não consegue, a cada ano, pelo menos estancar estas mortes de crianças indígenas, vítimas do homem branco, acobertadas pelo apadrinhamento político, muitos deles com nenhuma marca de seu calçado em alguma terra indígena. A cada ano estas mortes não são anunciadas, mas crianças continuam morrendo. A maioria desses óbitos, de natureza evitável, sequer é justificável, pois “a voz do Brasil” não anuncia, não apura, não contabiliza, pois são dados que mancham o denominado “Brasil Sem Miséria”, mas que nas aldeias são dados que se acumulam, em choros por vidas que não voltam mais.
Mortalidade Infantil Indígena, quase quatro vezes maior do que a média nacional. O mesmo IBGE, que não contou as vozes de crianças indígenas que se foram, apontou em 2010 o indicador de 15,6 mortes por 1000 nascidos vivos como média nacional. As crianças indígenas vão nascendo, as crianças indígenas vão morrendo. As desculpas são as mesmas: faltou o carro, faltou o combustível, faltou o barco, faltou o avião, faltou a ambulância, faltou o remédio, o médico, o enfermeiro, o técnico de enfermagem, a vaga no hospital, faltou até a iniciativa do Governo Central de mudar estas desculpas.
As mortes de crianças não param, é um governo que matou também sua sensibilidade. A mata vai ficando vazia, a aldeia triste vai assistindo esta lenta agonia, um choro de um recém nascido, da frágil criança que acaba de nascer, pode ser naquela hora o último choro de um viver.
Até quando este choro poderá ser o último choro? A taxa de mortalidade infantil de crianças indígenas vai crescendo, em contra partida estas mortes não são anunciadas. Lá na floresta os cantos dos pássaros, o rio que também agoniza, o vento nas árvores, não deixam de anunciar: nasceu um curumim, mas corra, peça a Tupã, pois seu choro ao nascer, pode durar por pouco tempo.

Para: 
Deputados Estaduais, Federais e demais autoridades. 
Ouçam o choro dos Ianomâmis, dos Xavantes, dos Guaranis, dos Kaioás, dos Terenas, dos Pataxós, dos Kaiapós, de todas as crianças indígenas das terras dos Tocantins, do Araguaia, do Amazonas, do Vale do Javarí. Ouçam com cuidado os choros da floresta, pois se lágrimas tiverem, podem ser as últimas a serem derramadas de rostos franzinos e de olhos sem esperanças.


As notícias não anunciadas, nos Ianomâmis mais de cem mortes por mil nascidos vivos. Xavantes contabilizam oitenta mortes por mil nascidos vivos. Vale do Javari, cem mortes por mil nascidos vivos. Kaiapós do Pará, mais de setenta mortos por mil nascidos vivos. São dados de 2011 que o famoso SIASI, Sistema de Informação da Saúde Indígena, registrou, mas não divulgou. Os dados de 2012 ninguém sabe, pois ninguém anunciou.


A mortalidade infantil indígena, uma calamidade pública nacional. O Governo sabe, ou finge que não sabe, mas como verdade, não age.

Que a Criança Indígena Receba Atendimento de Saúde Digno!
Atenciosamente,
Pr. Rodrygo Gonçalves

Entre nessa luta: http://chn.ge/1i1bgan

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Igrejas evangélicas realizam culto dedicado ao aniversário de Belém

A comunidade evangélica de Belém esteve reunida na noite deste domingo, 12, em um grande culto em ação de graças aos 398 anos de Belém. O encontro de diversas congregações e denominações evangélicas ocorreu no Templo Central da Igreja do Evangelho Quadrangular, no bairro da Pedreira, e contou com a presença do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho e da vice-prefeita, Karla Martins. 

O presidente da Câmara Municipal de Belém, Pr. Paulo Queiroz, o Deputado Estadual Pr. Martinho Carmona e o líder da Igreja Assembleia de Deus, Pr. Samuel Câmara, também estiveram presentes.

Aproximadamente sete mil fiéis cantaram, louvaram e dedicaram orações à cidade de Belém no dia do seu aniversário. Durante sua pregação, o líder da Igreja Quadrangular e Dep. Federal Pr. Josué Bengston fez referencia ao livro sagrado que em Jeremias 29 diz: “Procurai a Paz da cidade para onde vos levei, e orai por ela”. Com esta citação, o pastor pediu que os fiéis orassem pela cidade e pelos que trabalham por ela. “Todos fazemos parte da cidade que escolhemos para morar. A paz que buscamos para a nossa alma deve ser a mesma paz que desejamos para o lugar que nos abriga e nos acolhe”, proferiu. 


Bengston lembrou da passagem bíblica que diz: “Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor (Sl: 33)”, e conclui revelando que rezar por Belém faz parte da sua rotina diária. “Eu acredito no projeto do prefeito Zenaldo para a construção de uma Belém melhor”, anunciou. 

O Dep. Estadual Pr. Martinho Carmona exaltou o trabalho da atual administração, que segundo ele está “no caminho correto e de acordo com os ensinamentos do Senhor”. Carmona fez referencia à história de Davi e Golias, dizendo que – assim como na história bíblica – quanto maior a dificuldade, maiores são as conquistas. “Uma cidade com desafios enormes, como é o caso de Belém, está sendo governada por alguém de compromisso e determinação. A seriedade do prefeito Zenaldo nos dá a certeza de que a batalha será vencida, assim como foi por Davi”, disse. 

Zenaldo Coutinho ressaltou que a programação oficial pelos 398 anos de Belém não seria completa sem a participação dos evangélicos. “Tivemos hoje (domingo), durante todo o dia, uma programação vasta, com missa, inaugurações e a partilha do bolo de aniversário da nossa querida cidade. Essa oração que fazemos aqui e agora deve ser em agradecimento ao nosso Deus que tanto nos tem ajudado a construir a cidade que todos nós sonhamos”, disse o prefeito, fazendo questão de ressaltar que é católico, mas que a fé cristã é uma só, independente de denominações. 


O prefeito aproveitou o momento para anunciar a elaboração de um projeto do município que vai garantir atendimento e tratamento aos dependentes químicos. “Nós daremos o remédio e o acolhimento para esses necessitados. Mas além de remédio eles também precisam de Deus, e vocês serão fundamentais nesse processo”, avaliou. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Relembrando - Vídeo do Impacto de Carnaval 2012

Todavia, lembro-me também do que pode me dar esperança. Lm 3:21



Estamos em oração para os preparativos do Impacto de Carnaval 2014, em meio as lutas Deus nos lembra as vitórias que nos levou a conquistar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Natal em Jutuba


No dia 15 de dezembro, estivemos com uma equipe de vario lugares para realizar o natal em Jutuba. 


Todos as crianças receberam brinquedos, as famílias cestas básicas, bíblias e principalmente a palavra de Deus ministrada pelo Pr. Haroldo.


Queremos agradecer primeiramente a Deus nos conduz e nos faz persevera nesta missão, quero a gradecer ao Humberto, que não só essa vez mas sempre tem levado equipes até Jutuba para nos ajudar,  ao Pr. Fabio e a Assembleia de Deus da Praça do Marex, ao Pr. Harou do e a Assembleias da Terra Firme, e a todos que nos ajudaram, ofertaram e oraram por nos.
Pr. Rodrygo Gonçalves 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

1º Encontro dos Ritmos

No dia 30 de Novembro, na Assembleia de Deus da João Paulo II, aconteceu o 1º Encontro dos Ritmos que contou com a presença...
 
Ministério de Louvor Prostrados
 
Amor de Tal
 
Cia Kairos
 
Ministério Reconciliação
 
Queremos agradecer a todos que contribuíram para realização deste evento, aos que compareceram, acreditamos que este foi apenas o primeiro. Mas o foco principal é Missões...


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dez coisas que Mandela ensina

1. As distinções de raça, gênero e religião que caracterizam os seres humanos são menores do que seu estatuto comum de seres criados à imagem e semelhança de Deus

2. É possível sofrer o mal sem se tornar malvado

3. Valores como integridade, humildade e generosidade andam na contramão do mundo, mas apontam o norte verdadeiro

4. O amor é maior que o ódio, o perdão é maior que a vingança

5. A dignidade de um ser humano é seu patrimônio inalienável

6. Grandes mudanças políticas podem acontecer sem derramamento de sangue, e extraordinárias transformações sociais podem ser conquistadas pacificamente

7. O sofrimento se apequena diante de um coração alegre

8. Um espírito livre jamais pode ser encarcerado

9. O cuidado do pobre, do fraco e do que sofre não é um gesto de caridade, é um ato de justiça

10. O amor ao poder é maligno e promove a morte, o poder do amor é divino e promove a vida

Ed René Kivitz

sábado, 7 de dezembro de 2013

Consumismo infantil na contramão da sustentabilidade

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Um evento em Brasília marcou o lançamento do caderno “Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade”, uma parceria do Instituto Alana com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).  O objetivo da publicação é ajudar os pais e educadores a trabalharem com as crianças a diferença entre o “querer” e o “precisar”, além de abordar temas como sustentabilidade, descarte e consumo.

Medidas como o consumo de lanches feitos em casa, mais saudáveis e que geram menos lixo e descarte de embalagens, são incentivadas. O material também traz alguns dados preocupantes sobre a influência da publicidade no consumismo infantil. Dados do Ibope mostram que, hoje, as crianças passam mais de cinco horas por dia na frente da televisão. E que 64% de todos os anúncios veiculados nas emissoras de TV, monitoradas às vésperas do Dia das Crianças de 2011, foram direcionados ao público infantil (Alana/UFES).

O livreto é o terceiro volume da série Cadernos de Consumo Sustentável, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente. Durante 2013, o Ministério da Educação deverá distribuir 70 mil exemplares da obra; o Ministério do Meio Ambiente, 10 mil e a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), mais 15 mil em todo o território brasileiro.

Que tal aproveitar as dicas da cartilha e começar a ensinar a seus filhos alternativas ao consumo sem reflexão? O documento está disponível para download.

O evento de lançamento do caderno em Brasília contou com as presenças de Gabriela Vuolo, Coordenadora de Mobilização do Alana; Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Angélica Goulart, Secretária Nacional da Criança e Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e Juliana Pereira, Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Efeitos religiosos do Brasil República


Ultimato relembra o Dia da Proclamação da República e reproduz a seguir um trecho do clássico Cristianismo e Política do saudoso bispo Robinson Cavalcanti. O teólogo e cientista social lembrava os efeitos da separação entre Igreja e Estado com o início do Brasil República.

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A República trouxe a separação entre a Igreja e o Estado. Foram assegurados direitos iguais para todas as religiões. Os cemitérios foram entregues às prefeituras e o casamento civil foi instituído, desconhecendo-se os casamentos religiosos. Já não se deveria ensinar religião nas escolas, nem o governo subvencionar as escolas religiosas. Os membros das comunidades religiosas que incluíram o voto de obediência foram privados de seus direitos políticos. O clero perdeu suas imunidades e teve o seu salário pago pelo Estado apenas por mais um ano. A Constituição de 1891 sequer invocava o nome de Deus. O positivismo e o liberalismo eram as ideologias dos líderes do novo regime.

A Igreja Romana saudou o rompimento das amarras que a prendiam ao Estado, mas protestou pela perda dos privilégios. A Santa Sé veio em seu socorro, procurando dinamizá-la. Em 1901 foi nomeado um núncio apostólico e em 1905, o primeiro cardeal. Se em 1889 havia apenas treze dioceses, esse número chegava a 58 em 1920. Para suprir a falta de vocações, passou-se a importar maciçamente sacerdotes estrangeiros. Uma ação pastoral se voltou para a incipiente classe média e para as elites intelectuais (àquela altura afastada da Igreja em quase sua totalidade). Para sustentar o clero e as obras das ordens religiosas, passou-se a cobrar dos fiéis uma taxa pelos serviços prestados (casamentos, batizados, funerais etc.).

A tarefa dos cardeais da primeira República, Joaquim Arcoverde e Sebastião Leme, foi tentar uma recristianização do Brasil, um aumento da influência do catolicismo romano na sociedade, já que o Estado se mostrava distante e arredio. Um clero ultramontano europeu ou europeizado procurou restaurar a ortodoxia, atacando, em agressiva apologética, o protestantismo, a maçonaria e o socialismo. A religião se elitizava e se desnacionalizava. Ênfase particular era dada aos sacramentos e ao crescimento espiritual individualmente.

(...)

Os primeiros sinais de reaproximação entre a Igreja e o Estado republicano se deram durante o governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), prosseguindo durante o governo de Arthur Bernardes (1922-1926), quando este visitou oficialmente o cardeal Leme. Na crise de legitimidade do governo da República Velha, procurou-se o apoio da Igreja, outra vez reconhecida como condutora das massas.

Embora a ausência de discriminações legais não significasse, na prática, uma melhoria na vida e no ministério dos protestantes, o fato de serem iguais perante a lei, era um avanço muito grande. A Igreja Romana, porém, já não contando com o apoio do Estado para reprimir as “novas seitas”, passou a mover toda sorte de perseguição no nível sociológico, mobilizando as turbas fanatizadas e ignorantes, com a complacência e, muitas vezes, a cooperação das autoridades locais. A fé evangélica se expandia ao custo de uma perseverança e de enfrentamentos a desafios que chegavam ao heroísmo. Epopeia e saga à qual não faltaram os seus mártires, esquecidos pelas gerações futuras.