quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Franklin Ferreira – O Cristão e a Cultura

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Uma definição de cultura

Antes de falarmos da relação do cristão com a cultura, é necessário definirmos o que é cultura:
  • Em sentido amplo, refere-se ao cultivo de hábitos, interesses, língua e vida artística de uma nação: histórias, símbolos, estruturas de poder, estruturas organizacionais, sistemas de controle, rituais e rotinas.
  • Tudo o que caracteriza uma realidade social de um povo ou nação, ou então de grupos no interior de uma sociedade: valores, atitudes, crenças e costumes.
Não raro o cristão se torna uma subcultura dentro de uma nação. Ele tem seus valores, atitudes, crenças e costumes. Mas daí, surgem as perguntas: O cristão pode participar das festas nacionais? O cristão pode beber? Como o cristão lida com arte, cinema, etc.? O cristão pode ser um diretor, ator, etc.? O cristão pode ouvir música do mundo? Como o cristão lida com economia, política, filosofia? O cristão deve impor sua cultura quando sai em missões? O que pode ser tolerado? O que deve mudar?

 

Modelos de como os cristãos lidaram com a cultura ao longo da história

Para falar sobre o cristão e a cultura, precisamos lembrar que a igreja não nasceu em nossa geração. Temos que ser humildes e olharmos para a história da igreja para ver como os cristãos do passado lidaram com a cultura.
H. Richard Niebuhr (1894-1962), apresentou em seu livro Cristo e cultura (download gratuito) cinco categorias de classificação do relacionamento entre o cristão e a cultura, fornecendo, assim, ferramentas para descrever a forma que os cristãos encaram questões sociais, éticas, políticas e econômicas.

 

1. O cristão contra a cultura

Os que seguem esta corrente enfatizam que, diante da natureza decaída da criação, é necessário que se criem estruturas alternativas, e que estas sigam mais de perto o chamado radical do evangelho. Esta posição foi afirmada no Didaquê, na Primeira Epístola de Clemente, e nos escritos de Tertuliano (c.160–c.225) e dos anabatistas do século xvi, como Michael Sattler (c.1490–1527).
Resumidamente, a cultura é caída, má e demoníaca; rejeite tudo. Exemplos:
“A filosofia é a matéria básica da sabedoria mundana, intérprete temerária da natureza e da ordem de Deus. De fato, é a filosofia que equipa as heresias… Ó miserável Aristóteles! Que lhes proporcionaste a dialética, esse artífice hábil para construir e destruir, esse versátil camaleão que se disfarça nas sentenças, se faz violento nas conjecturas, duro nos argumentos, que fomenta contendas, molesta a si mesmo, sempre recolocando problemas antes mesmo de nada resolver. Por ela, proliferam essas intermináveis fábulas e genealogias, essas questões estéreis, esses discursos que se alastram, qual caranguejos, e contra os quais o Apóstolo nos adverte na sua carta aos Colossenses: ‘Cuidado que ninguém vos venha a enredar com suas sutilezas vazias, acordadas às tradições humanas, mas contrárias à providência do Espírito Santo’. Este foi o mal de Atenas… Ora que há de comum entre Atenas e Jerusalém, entre a Academia e a Igreja, entre os hereges e os cristãos? Nossa formação nos vem do pórtico de Salomão, ali nos ensinou que o Senhor deve ser buscado na simplicidade do coração. Reflitam, pois, os que andam propalando seu cristianismo estóico ou platônico. Que novidade mais precisamos depois de Cristo? [...] Que pesquisa necessitamos mais depois do Evangelho? Possuidores da fé, nada mais esperamos de credos ulteriores. Pois a primeira coisa que cremos é que para a fé, não existe  objeto ulterior.”  (Tertuliano, De praescr. haeret., VII)
 “Quarto, unimos nossas forças no que diz respeito à separação do mal. Devemos nos afastar do mal e da perversidade que o diabo semeou no mundo, para não termos comunhão com isso e não nos perdermos na confusão dessas abominações. Aliás, todos que não aceitaram a fé e não se uniram a Deus para fazer a sua vontade são uma grande abominação aos olhos de Deus. Deles não poderão acrescentar ou surgir nada mais do que coisas abomináveis. Não existe nada mais no mundo e em toda a criação do que o bem e o mal, crentes e incrédulos, trevas e luz, os que estão no mundo e fora do mundo, os templos de Deus e dos ídolos, Cristo e Belial, e nenhum deles poderá ter comunhão um com o outro. Para nós, pois, é obvio o imperativo do Senhor, pelo qual nos ordena que nos afastemos e nos mantenhamos longe dos maus. Assim, ele será nosso Deus e nós seremos seus filhos e filhas. Além disso, ele nos exorta a abandonar a Babilônia e o paraíso terreno egípcio, para não passar pelos sofrimentos e dores que o Senhor enviará sobre eles. (…) Devemos nos afastar de tudo isso e não participar com eles. Porque tudo isso não passa de abominações, que nos tornam odiosos diante do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos libertou da escravidão da nossa natureza pecaminosa e nos tornou aptos para o serviço de Deus, por meio do Espírito que nos ortogou.” (Confissão de Schleitheim, IV)

 

2. O cristão da cultura

Os ensinos do evangelho têm íntima relação com as estruturas culturais, num processo de acomodação a esta. Ou seja, toda e qualquer cultura é incorporada no cristianismo.
Apesar das objeções que são lançadas a esta posição, ela tem sido influente na história da igreja. Os ensinos de gnósticos do século III, Abelardo de Paris (1079–1142) e dos teólogos liberais do século XIX refletem esta posição.. A igreja evangélica na Alemanha, por influência deste entendimento, trocou seu nome para Igreja do Reich e seus pregadores juraram obediência a Hitler.
O fundamentalismo americano acabou espelhando esta posição, afirmando os valores básicos da cultura dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, se por um lado rejeitamos toda cultura local (o cristão contra a cultura), por outro acabamos abraçando a cultura americana (o cristão da cultura), como se ela fosse uma cultura cristã e achamos que uma cultura é intrinsicamente superior a outra.

 

3. O cristão acima da cultura

Este é o conceito católico, influenciado por Clemente de Alexandria (c.150–c.215) e Tomás de Aquino (1225–1274), que busca uma unidade entre o cristão e a cultura, onde toda a sociedade aparece hierarquizada. Na Idade Média o ensino eclesiástico alcançou quase todos os aspectos da sociedade: suas práticas religiosas formaram o calendário; seus rituais marcaram momentos importantes (batismo, confirmação, casamento, ordenação) e seus ensinamentos sustentavam crenças sobre moralidade, significado da vida e a vida após a morte. A igreja e sua mensagem são institucionalizadas e o que deveria ser condicionado culturalmente é absolutizado. Neste terceiro modelo, o que é levado não é o evangelho, mas uma cultura.

 

4. O cristão e a cultura em paradoxo

Posição comumente associada a Martinho Lutero (1483-1546) e Søren Kierkegaard (1813-1855). Esta posição mantém o entendimento bíblico da queda e da miséria do pecado, e o chamado para se lidar com a cultura. A relação do cristão com a cultura é marcada por uma tensão dinâmica entre a ira e a misericórdia.
Lutero enfatizou este tema com sua doutrina dos “dois reinos”: a mão esquerda, mundana, segura a espada do poder no mundo, enquanto a mão direita, celeste, segura a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Não se pode tentar coagir a fé, nem se pode tentar acomodar a fé aos modos seculares de pensamento.
Um exemplo: espancamento feminino. A mulher deve processar o marido? Nesta visão paradoxal, como cristã, ela não deveria (pois o crente não leva outro ao tribunal secular), mas como cidadã, sim. Então, a mulher vive um conflito paradoxal.

 

5. O cristão como agente transformador da cultura

A cultura deve ser levada cativa ao senhorio de Cristo. Sem desconsiderar a queda e o pecado, mas enfatizando que, no princípio, a criação era boa, os que estão nesse grupo enfatizam que um dos objetivos da redenção é transformar a cultura. Sendo assim, por mais iníquas que sejam certas instituições, elas não estão fora do alcance da soberania de Deus. Ou seja, mesmo sabendo da queda, o cristão não abandona a cultura (o cristão contra a cultura), mas busca redimi-la, levá-la aos pés de Cristo.
Agostinho (354-430), João Calvino (1509-1564), John Wesley (1703-1791) e Abraham Kuyper (1837-1920) são alguns dos que entenderam que os cristãos são agentes de transformação da cultura, posição que é exposta nesta obra de Niebuhr. Em Apocalipse, vemos que Deus redime tanto a pessoa, como a diversidade cultural.
Nesta posição, não há divisão entre o sagrado e o profano – essa é uma dicotomia católica (a divisão sagrado/profano afirma que na igreja fazemos atividades sagradas e, no mundo, atividades profanas; ou seja, rezar, ser padre é algo sagrado, mas construir um prédio e ser um engenheiro são coisas profanas). A divisão bíblica é entre o que é santo e está em pecado; e que está em pecado deve ser santificado.

 

Relatório de Willowbank

A afirmação de que o cristão é um agente transformador da cultura pode ser resumida na compreensão de que “uma vez que o homem é criado por Deus, parte de sua cultura será rica em beleza e bondade. Por causa da queda e do pecado do homem, toda a sua cultura [usos e costumes] está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca” (Pacto de Lausanne §10) — o evangelho nunca é hóspede da cultura, mas sempre seu juiz e redentor.
O Grupo de Teologia e Educação de Lausanne propôs um modelo hierárquico de ação sobre a entrada do evangelho na cultura (Relatório de Willowbank, 1978) que pode ser de auxílio em nosso trato com a cultura ao nosso redor.
Categoria de costumes
Como um missionário deve proceder em uma cultura diferente? O Relatório de Willowbank propõe uma relação quádrupla do cristão com a cultura:
  1. Alguns costumes não podem ser tolerados, como a idolatria, infanticídio, canibalismo, vingança, mutilação física, prostituição ritual, entre outros.
  2. Alguns costumes podem ser temporariamente tolerados [por uma geração], como a escravidão, o sistema de castas, o sistema tribal, a poligamia, entre outros.
  3. Há alguns costumes cujas objeções não são relevantes para o evangelho, como o costume de o homem e a mulher sentarem separados nos cultos, os costumes alimentares, vestimentas, hábitos de higiene pessoal, entre outros.
  4. Assuntos secundários (adiáforos) sobre os quais há controvérsias mas que pode-se ter liberdade de análise, como escatologia, governo da igreja, ceia e batismo
Exemplo do ponto 2: quando chefes tribais polígamos se convertiam, eles eram obrigados pelos missionários a abandonar todas suas esposas, que ou morriam de fome ou se prostituiam, podendo morrer apedrejadas. Vendo isso, os missionários acharam uma medida sábia não exigir desse chefe tribal o abandono da poligamia, mas exigir tal atitude da próxima geração de cristãos.
Aplicação do ponto 3: Se você é um novo pastor, não tente mudar a cultura da igreja, se ela se encaixa neste nível. Pregue o evangelho!
 “Não se distinguem os cristãos dos demais, nem pela região, nem pela língua, nem pelos costumes. (…) Seguem os costumes locais relativamente ao vestuário, à alimentação e ao restante estilo de viver, apresentando um estado de vida admirável (…). Enquanto cidadãos, de tudo participam, porém tudo suportam como estrangeiros. (…) Se a vida deles decorre na terra, a cidadania, contudo está nos céus. Obedecem as leis estabelecidas, todavia superam-nas pela vida. Amam a todos, e por todos são perseguidos (…) Para simplificar, o que é a alma no corpo são no mundo os cristãos”. (5-6) (Epístola a Diogneto)

Bibliografia Complementar

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No final da palestra, Franklin Ferreira apresentou uma bibliografia sobre o assunto:
Recomendo a leitura destes artigos também:
Não sei se vocês lembram, mas já falamos, de forma simplificada, sobre o assunto aqui no VE: Os 3 Rs do Envolvimento do Cristão com a Cultura. Os 3R de Mark Driscoll (Rejeitar, Receber ou Redimir) encaixam-se bem nos quatro pontos apresentados pelo Relatório de Willowbank.
Por: Franklin Ferreira. Palestrado no dia 11/02/13, na 15ª Consciência Cristã (VINACC). Copyright © Franklin Ferreira.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Participe do Shockwave - uma onda de oração pela Igreja Perseguida



Olá, pessoal!

Faltam apenas oito dias para o SHOCKWAVE 2013 e queremos convidá-lo para participar desta onda de oração pela Igreja Perseguida! O Shockwave é um evento internacional de oração, organizado pelo underground, que acontece sempre no primeiro final de semana de março. Neste ano, jovens do mundo todo se unirão como um só Corpo para orar pelos cristãos chineses. Oração que vai impactar o mundo!

Para participar basta organizar, entre os dias 1 e 3 de março, uma reunião, culto, vigília ou encontro de oração. Pode ser em sua igreja, casa, trabalho, faculdade, em um parque, na praia ou qualquer lugar que achar melhor. Você pode reunir milhares de pessoas ou apenas sua família. O importante é orar pelos cristãos chineses durante este final de semana!

Visite nosso site saiba mais sobre o Shockwave 2013 e faça o download de materiais de apoio para sua reunião, como uma peça de teatro, pedidos de oração, lista de prisioneiros chineses, notícias, ideias criativas de oração, vídeos, materiais de divulgação e muito mais!
SETUBAS!
Equipe underground Brasil

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Impacto de Carnaval 2013

Restaurados para Restaurar


Depois do Retiro Restauração acontecido nos dias 1,2 e 3 de fevereiro em que descemos a casa do oleiro para nas mãos dEle nos quebrar e por Ele sermos restaurados.

“Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade. Jeremias 18:4

Saímos de lá nos perguntando: e agora? Um vazo restaurado faz o que?

“Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias.Isaias 58:12

Essa é a resposta: Ele Reconstrói; Restaura; e Repara.

Foi o que fizemos nos dia 8 a 13 de fevereiro, final de semana seguinte.

Meditação da Palavra




Artes como estrategia de Evangelismo

Não faz sentido ser restaurado se não for para reconstruir, restaurar e reparar. É como aprender a ler e não ler. O Senhor nos chamou e nos restaurou, agora é nossa vez...

Pr Rodrygo Gonçalves 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DIP - Domingo da Igreja Perseguida 2013 dia 26 de maio

Domingo da Igreja perseguida 

Os cristãos perseguidos contarão mais uma vez com o envolvimento da Igreja brasileira. Há 25 anos, a Portas Abertas patrocina o Domingo da Igreja Perseguida, mais conhecido como DIP. O evento reúne milhares de igrejas em todo o Brasil e até em outros países, em um único dia, para lembrar a realidade de cristãos que enfrentam a hostilidade e a opressão por conta de sua fé. Em 2012, mais de 5.500 igrejas no Brasil participaram do DIP, levantando um clamor para que a Igreja Perseguida permaneça firme. 

 Para que o DIP aconteça, é necessário realizar o cadastramento no site www.domingodaigrejaperseguida.org.br para ter acesso aos materiais que a organização disponibiliza para download. São ideias de peças de teatro, pregações, atividades infantis, campanhas de oração, testemunhos, campanhas de doação e arquivos de imagens e vídeos que relatam a vida de milhares de cristãos ao redor do mundo. Há muitas opções de atividades no site para que o DIP seja o mais eficiente possível na tarefa de conscientizar a Igreja brasileira. Ele é completo e traz muitas informações sobre o que é o evento, como participar, como doar, além de permitir interação por meio de comentários. 

 Além dos materiais disponíveis para donwload, quem se cadastrar receberá gratuitamente em sua residência um kit com um passo-a-passo, cartazes, teasers e crachá. 

 Tema: Mulheres 

 O DIP 2013 terá foco especial nas mulheres da Igreja Perseguida. Dependendo do país de origem, a mulher já é desprezada pela sociedade. Sendo cristã, esse desprezo aumenta e elas são consideradas "nada" para seus familiares e vizinhos. 

 Muitas dessas cristãs tiveram seus maridos presos e até mortos. Muitas ficam com a responsabilidade de continuar o trabalho da igreja na ausência dos maridos. Mas, além de todo sofrimento, elas continuam tendo suas tarefas como mães e precisam prover as necessidades dos filhos. 

 Participe! 

 Cremos que quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele. Realizar o DIP significa lembrar e agir em favor dessa parte do Corpo de Cristo, em países como Coreia do Norte, Irã, Afeganistão, Eritreia, Nigéria, Colômbia, entre outros. Contamos com você! 

 Avise seu pastor e programe-se para realizar o DIP em sua igreja. Não desista! Continue agindo em favor de seus irmãos: torne-se um abençoador para aqueles que precisam permanecer firmes na linha de frente! 

 Em caso de dúvidas, envie um email para dip@portasabertas.org.br ou ligue para (11) 2348 3330.

Portas Abertas Brasil

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As 7 Áreas de Influência

As 7 Áreas de Influência
Alcançando nossas esferas de influência 
Às vezes Deus faz coisas dramáticas para nos chamar atenção. Em 1975, eu estava orando e considerando como os cristãos – não somente os da missão a qual eu faço parte, mas todos nós, poderiam mudar o mundo para Jesus. Uma lista veio a minha mente: categorias da sociedade nas quais eu cria que deveríamos nos concentrar para mudar para Deus.
No dia seguinte, encontrei o Dr. Bill Brihgt, fundador do campus Crusade for Christ. Ele me disse que Deus havia dado-lhe algo: diversas áreas onde podemos atuar para trazer as nações de volta a Deus! Elas eram as mesmas áreas, apesar das palavras serem um pouco diferente.
Aqui está aquela lista (refinada e clarificada ao longo dos anos):
  1. Família – lar
  2. Religião– a igreja
  3. Educação –escolas
  4. Governo -politica
  5. Mídia – comunicações
  6. Artes – entretenimento e esportes
  7. Economia – negócios, comércio,ciência e tecnologia
Estas sete esferas de influência nos ajudarão a formar nações para Cristo. São ferramentas para usarmos no cumprimento de Mateus 28: discipular as nações e estender o reino de Cristo por toda a terra.
Sendo assim, como nós pegaremos de volta estas sete áreas que são tão influentes em qualquer sociedade?
Primeiro, devemos tomar território de satanás em oração. Com o poder do Espírito Santo, através das armas poderosas de guerra espiritual (descritas em Ef. 6:10-20,  2 Co 10:1-6 e Tiago 4:7-10), nos é dito para destruirmos as fortalezas do diabo. Devemos orar contra a influência do inimigo em qualquer área que estamos cientes. Oração é uma parte poderosa da guerra espiritual que usamos para recapturar este mundo para Jesus Cristo.
Nossas orações devem ser específicas. À medida que escutamos a voz do Espírito Santo em nossas mentes, ele nos dirá como devemos orar (veja Pv 3:5-6, Is 55:8, Is 59:16).
Digamos que somos direcionados a orar pelo governo de uma determinada região. Devemos orar para que uma testemunha cristã venha até os indivíduos naquele governo levando-os ao Senhor Jesus.
Depois de termos orado por uma categoria específica, seja ela governo, sistema escolar, ou mídia, Deus poderá nos escolher para ser influência nesta mesma área pela qual estivemos orando. Ele pode chamar-nos para penetrar nessa área, colocando-nos numa posição de autoridade, assim como fez com Daniel ou José do Egito.
Seja qual for a área de influência que Deus nos der, família ou palácio presidencial, devemos vivenciar sua vontade em nossas vidas. Não devemos fazê-lo de forma a dominar outros, mas sendo servos da mesma forma como Jesus o foi. Jesus deseja administrar o mundo através de nós. À medida que seguimos o exemplo de Jesus em nossas esferas de influência, trazemos o seu reino a terra.
Consideramos as sete áreas de influência, agora em mais detalhes:
Família
Através das famílias, estamos discipulando a próxima geração, para o bem ou para o mal. Podemos ter lares cristãos seguindo padrões bíblicos.
Religião
Jesus ordenou aos seus discípulos que discipulassem as nações. Fazemos isso não estando dentro das igrejas, mas saindo pelo mundo. Igreja é onde nos alimentamos para que possamos levar o reino de Deus por toda a terra.
Educação 
A próxima geração é influenciada diariamente em nossas escolas e universidades. Cristãos devem se envolver escrevendo currículos, ensinando, administrando e participando em associações de pais e mestres e como membros de conselhos escolares.
Artes (celebração, entretenimento, esportes e cultura)
Qualquer território que abandonamos, satanás preenche. Isto é o que aconteceu com o mundo do entretenimento. O drama moderno nasceu como forma de evangelismo, peças de teatro medieval sobre moralidade ensinando escritura para um público que não sabia ler. Nós devemos recapturar cada forma de entretenimento para Jesus, buscando-o para dar-nos formas criativas de mostrar ao mundo o autor do drama, espetáculo, beleza, cor, vida, emoção e alegria.
Mídia
Jornalistas são vistos como servidores de causa própria e manipuladores. Mas ainda assim, a mídia eletrônica e impressa são cruciais no modelar da sociedade. Precisamos de cristãos para trazer a verdade para esta esfera.
Governo
A bíblia é clara: O povo de Deus deve se envolver em política. Pense nos lideres da nação escolhida por Deus, tais como Davi, Salomão e os que governaram em países pagãos, como Daniel e José. Jovens que exercitam princípios piedosos e eventualmente se tornaram primeiro ministros. Se Deus levantou líderes piedosos no Egito antigo e na Babilônia, ele o pode fazer hoje. Mas se cristãos desejarem servir em governo, eles terão de enfrentar uma cova de leões moderna. Deus usará isto para purificá-los e edificar seu caráter, para produzir seu estilo de líderes: líderes servos.
Economia 
Jesus sabia que era  difícil servir a Deus quando somos abençoados materialmente. Mas Deus quer que seu povo seja bem sucedido no mundo dos negócios e sejam missionários ali. O problema não é o dinheiro, mas se este é mais importante para nós do que Deus (veja Lucas 18: 18-25). Deus nos testará nisto, e poderá pedir para darmos tudo o que temos.
De igual modo, precisamos de cristãos chamados a ciência e tecnologia como seus campos missionários. Nunca antes uma sociedade pode fazer tantos milagres tecnológicos e mesmo assim estar tão incertas de suas amarras morais.
Há dois reinos – luz e trevas e eles estão em guerra. Precisamos vencer para o reino da luz e o fazemos à medida que nos movemos para dentro de cada uma dessas sete áreas de influência no espírito oposto ao que satanás está trabalhando. Onde ele espalha ódio, nós devemos mostrar amor, onde a ganância prevalece, devemos dar mais do que qualquer outro. Onde a intolerância esta ganhando, devemos mostrar lealdade e perdão.
Precisamos orar: venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade em qualquer que seja a área de influência para qual Deus nos chamou.
À medida que discípularmos as nações através do ouvir  ao mestre e obedecê-lo, ele nos usará para dar ao mundo sistemas econômicos piedosos, formas de governo baseadas na bíblia, a educação ancorada na palavra de Deus, famílias que tenham Jesus como cabeça, entretenimento que mostra a Deus em sua variedade e animação, mídia baseada em comunicar a verdade em amor e igrejas que enviam missionários para todas as áreas da sociedade, aí então veremos a grande comissão sendo completada e milhões entrando no reino.

Fonte: Jocum

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Tomando Posse da ilha de Jutuba.

Neste domingo de 20 de Janeiro de 2013, dia em que num ato profetico tomamos posso da ilha de Jutuba. 
Nossa equipe formada pelos missionarios do Ministério Nação Belém, da esquerda para direita: Luana Silva, Silvio Maia, Rodrygo Gonçalves e Thatiana Gonçalves, só faltou o Anderson Silva. O Pr. Joel, pastor de Outeiro, que está no meio foi quem fez o Ato profetico nos dando a Posse.
A Igreja estava lotada de Amigos intercessores, sem dúvida presenças inlustres.
Todos oraram ao Senhor pedindo por nós naquele lugar, pela fé declaramos que Jutuba é do Senhor Jesus.
Até batismo em águas tivemos. 
O texto que o Senhor nos deu: Dêem a glória ao Senhor, e anunciem o seu louvor nas ilhas. Is 42:12.

Baseado neste texto, queremos dar o louvor de tudo isso somente ao senhor, foi ele quem nos impulsionou a aunciar o louvor Dele não só em Jutuba, mais em todas as ilhas da nossa Nação Belém.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Nação Belém, 397 anos


Uma missão, um chamado, um sonho, uma nação. Escolhida e amada, uma nação marajoara, de riquezas naturais, de sons de tambores. Criada dele, por ele, e para ele, de quem são todas as coisas. Cercada de calor, banhada pelo amor. 

Madeiras, mulheres rendeiras, botos, seringueiras e os barcos nos rios... 

O povo repleto de vida divide esse dom de vencer desafios 
A índia linda é um dom marajoara, 
Castanhas, açaís, buritis 
Quem te vê quem te viu 
Há de amar o Brasil das colônias, do ouro e das plantações. 

Cidade velha, cidade nova, cidade histórica e da história, assim como da pimenta e do mel, do cabra e do caboco, do aluá, do angu, do uirapu e também do Bacuri. 

Terra do tacacá, do pavê de cupuaçu da casquinha de caranguejo com farinha, do caboclo papa chibé, que é levado pelo cheiro de pupunha e de café. Essa nação és tu Belém, que Daniel e Gunnar, jovens comprometidos com o evangelho decidiram amar e aceitar. Conhecer e se tornar parte, ter como abrigo. És a amada e a escolhida que hoje aqui se faz conhecida. 

Nação Belém...