segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Solus Christus – Somente Cristo (Serie Reforma Protestante)

Texto Básico: Atos 4.5-22
Leitura diária
D – Rm 8.31-39 – Cristo intercede por nós
S – 1Tm 2.1-7 – O único Mediador
T – Hb 7.20-28 – Cristo, sacerdote perfeito
Q – Mt 7.7-12 – Cristo, o Mestre
Q – Gl 6.1-5 – Levando as cargas
S – Jo 15.1-27 – A videira e os ramos
S – Cl 1.13-23 – A preeminência de Cristo

Introdução

Ao longo da história cristã, é comum encontrarmos várias modalidades de “Cristo mais alguma coisa”. O ensino bíblico é muito claro: nossa salvação depende inteiramente da obra de Cristo realizada em nosso lugar. Ele foi nosso substituto, recebeu uma morte que era nossa para que, por ele, tivéssemos vida em seu nome. Mas a natureza humana não se sente muito confortável em ter de depender de alguém, não é verdade? É por esse desejo humano de autonomia que a história cristã vem registrando a criatividade humana em acrescentar alguma coisa (algo feito pelo ser humano para que ele tenha uma participação “razoável” em sua própria salvação) à pessoa e obra de Cristo. Na lição de hoje, veremos três dessas coisas: as penitências, o dízimo e as atividades eclesiásticas.

I. Cristo mais as penitências

A doutrina romana das penitências foi uma das maneiras pelas quais a supremacia de Cristo na salvação era obscurecida. De acordo com essa doutrina, o batismo expia os pecados cometidos até o momento em que a pessoa é batizada. Para alcançar expiação pelos pecados cometidos após o batismo a pessoa precisa praticar atos de penitência. Deste modo, a penitência é um sacramento cujo objetivo é mitigar a culpa do pecador.
Segundo essa doutrina, há quatro graus de penitência. O primeiro é o “pranto” às portas do templo, no qual o pecador roga com lágrimas aos que entram que orem por ele. O segundo grau é “ouvir” a palavra divina na entrada da igreja, de onde a pessoa devia se retirar logo que as orações começavam a ser feitas. Durante as orações, o penitente não podia ficar presente. O terceiro grau era a “prostração” no fundo da igreja, onde o penitente ficava na companhia dos novos convertidos e era obrigado a sair com eles, antes da ministração dos sacramentos. O quarto grau era “estar junto”. Nessa fase, o penitente tinha permissão para ficar junto com os demais cristãos e não era mais obrigado a sair com os novos convertidos. Com o tempo, o penitente recebia permissão para participar dos sacramentos. No “estar junto” o penitente podia participar da oração e, mais tarde, também dos sacramentos.
Esse elaborado sistema penitencial era usado para manter a disciplina na igreja e para expiar, mesmo que parcialmente, os pecados cometidos depois do batismo. O problema é que, se os pecados são parcialmente expiados pelos atos penitenciais, então Cristo expia apenas uma parte dos pecados e, consequentemente, concede apenas uma parte da salvação, sendo a outra parte uma obra humana. Assim, a salvação seria resultado de um trabalho em conjunto realizado por Deus, em Cristo, e o ser humano, em seu zelo por se penitenciar e expiar, ainda que parcialmente, seus próprios pecados.
A teologia reformada insiste que a salvação não é uma obra realizada em parte por Jesus e em parte pelo pecador. A salvação e tudo o que está diretamente ligado a ela (como o perdão de pecados, por exemplo) é obra exclusiva de Deus.
Pedro é claro ao afirmar: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.11-12).
Deus não tem colaboradores na salvação. A salvação é uma obra realizada exclusivamente por ele. Associar a ela qualquer esforço ou mérito humano é depreciar o sacrifício perfeito de Jesus Cristo, realizado de uma vez por todas em favor de todo aquele que crê. Contra a doutrina da colaboração humana na salvação, a teologia reformada grita a plenos pulmões: Cristo! Cristo! Só Cristo!

II. Cristo mais o dízimo

Na lição 3, que trata da graça de Deus em oposição aos méritos humanos, já tratamos das indulgências. No entanto, a comercialização da fé e da salvação, infelizmente, não é um fenômeno que ficou restrito à Idade Média nem à prática romana. Isso acontece hoje, especialmente dentro de muitas igrejas evangélicas, nas quais o evangelho é oferecido por dinheiro e a salvação é trocada por dízimos e ofertas.
É triste e vergonhoso perceber como a prática romana das indulgências não apenas entrou, mas foi aperfeiçoada no meio evangélico. Os vendedores de indulgências da Idade Média trocavam a salvação ou a redução das penas no purgatório por dinheiro. Os modernos comerciantes da fé vendem não apenas a salvação (sobre a qual pouco se fala nos cultos voltados à prosperidade, mais interessados nas bênçãos terrenas), mas também relíquias “poderosas”, como fios de barba dos apóstolos, o manto de Elias (esse profeta devia ter muitos mantos, pois são vendidos em toda parte), pedaços da arca de Noé, da arca da aliança e até da cruz de Cristo.
Engana-se quem pensa que esse é o ponto mais alto a que pode chegar a criatividade humana. Insatisfeitos com a venda da salvação e de relíquias religiosas, os mercadores da fé começaram a vender até mesmo orações e visitas a enfermos e idosos.
O que é mais alarmante em tudo isso é que muitos cristãos não percebem o quanto isso fere a supremacia da obra de Cristo. O poder cristão não vem de relíquias de qualquer espécie, mas de Cristo, que é o Senhor e cabeça da igreja. É somente quando permanecemos ligados à videira que obtemos a seiva que nos alimenta e revigora. Somente quando estamos ligados à videira podemos dar fruto. Esse é o ensino do próprio Jesus (Jo 15.5).
O mesmo acontece com a venda de orações. Jesus é quem intercede por nós (Rm 8.34). Ele é o único Mediador entre nós e Deus (1Tm 2.5) e, como nosso sumo sacerdote eterno, vive sempre para interceder por nós (Hb 7.25). É ele mesmo quem ensina: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7.7). E, certamente, quando Paulo orientou os crentes gálatas a levar as cargas uns dos outros (Gl 6.2), esperava que isso fosse feito gratuitamente.
Contra a comercialização da fé, da salvação, das orações e das relíquias, a teologia reformada afirma: Cristo! Cristo! Só Cristo!

III. Cristo mais a participação nas atividades eclesiásticas

Há uma forma sutil de acrescentar um adereço à pessoa e obra de Cristo: a participação nas atividades eclesiásticas.
É correto e bom participar dos cultos. Isso deve ser encorajado em todas as igrejas: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns;” (Hb 10.25). Quando participamos do culto público, Deus fala conosco nos cânticos, na leitura da Palavra e na pregação. Somos edificados e consolados quando adoramos a Deus pela mediação de seu Filho por tudo o que ele é, fez e fará por nós.
Algumas igrejas têm outros tipos de reunião: reuniões de mocidade, de senhoras, de crianças, trabalhos sociais, etc. Participar de tudo isso é uma grande bênção, especialmente daquelas atividades em que podemos colocar em prática a capacitação espiritual que recebemos de Deus para o trabalho na sua obra. Além disso, somos cristãos e precisamos participar da vida da igreja. Somos um corpo cujo cabeça é Cristo e precisamos adorá-lo como indivíduos e como corpo, como comunidade de fé.
É claro que os cristãos devem ter prazer nos cultos, sabendo que esse é um momento especial de comunhão com Deus. O problema surge quando reduzimos a vida cristã à participação em uma enxurrada de atividades eclesiásticas. Vida cristã não é o mesmo que participação em atividades eclesiásticas diárias. Vida cristã é comunhão com Deus pela mediação de Cristo.
Além dessa concepção equivocada de vida cristã, a ênfase exagerada que muitos líderes costumam dar à participação descontrolada em atividades eclesiásticas acaba produzindo dois resultados colaterais muito negativos.
O primeiro é ocupar o único horário que muitos irmãos têm para descansar da labuta diária. Muitos irmãos trabalham o dia todo e chegam em casa exaustos. Reservar uma noite por semana para participar de um culto não faria mal. No entanto, reservar todas as noites para participar de atividades eclesiásticas é algo que poderá trazer, cedo ou tarde, resultados danosos à sua saúde. Lembre-se de que cuidar da saúde faz parte da mordomia cristã. Além disso, esse é justamente o único momento que muitos irmãos têm para manter a convivência familiar. Os membros da família saem cedo de casa, passam o dia todo fora, trabalhando ou estudando, e só se encontram à noite. O que acontecerá, em médio prazo, se eles forem privados desse convívio familiar?
O segundo é ainda pior que o primeiro, pois envolve o ensino bíblico da suficiência de Cristo para a salvação. Devido à grande ênfase dada à participação em atividades eclesiásticas, muitos cristãos assimilam a ideia de que estar presente ao maior número possível de atividades é algo que está diretamente associado à salvação. Isso está errado. Ninguém é salvo por participar de atividades eclesiásticas, mas por ter Cristo como seu Salvador pessoal.
A essa ênfase exagerada na necessidade de participação em atividades eclesiásticas, a teologia reformada afirma: Cristo! Cristo! Só Cristo!

Conclusão

Cristo mais isso, Cristo mais aquilo. Os diversos “apêndices” que o ser humano acrescenta a Cristo não mudam a realidade: somos inteiramente dependentes de Jesus para nossa salvação. Nada há que possamos fazer para obtê-la e só a recebemos porque Cristo fez por nós tudo o que era necessário. Até mesmo a fé com que nos apropriamos dessa salvação é fruto da sua graça. Somos inteiramente dependentes dele. Para salientar em nosso coração essa dependência, a teologia reformada sempre afirmou, com muito vigor: Só Cristo!

Aplicação

Em que você tem colocado o seu coração? Em Cristo ou em algum dos “apêndices” modernos? Examine agora a sua fé e veja em que você tem crido para sua salvação. Se for em algum “apêndice” ou mesmo em “Cristo mais alguma coisa”, livre-se disso e creia somente em Jesus Cristo para sua salvação.

Boa leitura

Por que Cristo sofreu e morreu? O assunto central na morte de Jesus não é a sua causa, mas seu significado – o significado de Deus. John Piper trata desse tema em A Paixão de Cristo, publicado pela Editora Cultura Cristã. Ele reuniu cinquenta razões retiradas do Novo Testamento. Não cinquenta causas, mas cinquenta propósitos – em resposta à mais importante pergunta que cada um deve enfrentar: o que Deus fez por pecadores como nós ao enviar seu Filho para morrer?
>> Autor do estudo: Vagner Barbosa
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cultura Cristã, usado com permissão.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sola Scriptura – Somente as Escrituras (Serie Reforma Protestante)

Texto Básico: 2 Timóteo 3.14-17
Leitura diária
D – Rm 15.1-4 – Escrito para o nosso ensino
S – Lc 16.19-31 – Ouçam Moisés e os profetas
T – Mt 5.17-20 – Até que tudo se cumpra
Q – At 17.10-11 – A nobreza dos bereanos
Q – Gl 1.10-17 – O evangelho de Paulo
S – Jo 5.39 – A Escritura testemunha de Jesus
S – 2Pe 1.20-21 – Da parte de Deus

Introdução

Nesta série, será apresentado um panorama geral da teologia reformada. Observaremos a situação teológica enfrentada pelos reformadores, no século 16: a teologia católica medieval, em oposição à qual foi desenvolvida a teologia reformada. Sempre que for relevante, serão citadas decisões do Concílio de Trento, para mostrar, com evidência documental, qual era a posição da teologia romana quando a teologia reformada começou a se desenvolver. Também será recorrente o uso da Confissão de Fé de Westminster (CFW), por ser esta uma obra-prima da teologia reformada. Deve-se observar, porém, que houve mudanças na teologia romana, especialmente depois do Concílio Vaticano II, quando a Igreja Católica passou a adotar uma postura menos tradicional e mais ecumênica. As lições trarão, também, uma abordagem atual, mostrando os desvios teológicos existentes hoje (especialmente entre os evangélicos) os quais seriam evitados, caso nos apegássemos com mais vigor à herança da Reforma.
O primeiro tema abordado é a Escritura. Os reformadores foram unânimes na apresentação do fundamento sobre o qual sua teologia seria elaborada: Sola Scriptura (Somente a Escritura).

I. O Papa não tem a palavra final

De acordo com a teologia católica ortodoxa, o papa é o grande líder da igreja e atua como vigário (isto é, substituto) de Cristo na terra. Para atuar como substituto de Cristo, o líder máximo da igreja precisa possuir infalibilidade, pois se Cristo não erra, seu substituto também não pode errar. A teologia romana definiu essa infalibilidade do papa, em linhas gerais, afirmando que, quando o papa fala ex cathedra, isto é, quando trata de assuntos doutrinários, em virtude do auxílio que recebe de Deus, é infalível.
Essa declaração, porém, não é suficiente para esclarecer a natureza e o caráter dessa infalibilidade. Os escritores bíblicos foram preservados do erro na composição de seus escritos porque foram inspirados pelo Espírito Santo. A infalibilidade papal não é assim. De acordo com a teologia católica, o papa é infalível não por inspiração, isto é, não pela mesma obra do Espírito, por meio da qual os escritores bíblicos foram preservados do erro. Sua infalibilidade não consiste no recebimento de novas revelações da parte de Deus e na elaboração do ensino divino, mas apenas no fato de que ele pode explicar fielmente a tradição da igreja e a doutrina dos apóstolos. Ainda de acordo com a teologia católica ortodoxa, a infalibilidade do papa também não significa que as palavras ditas pelo papa em assuntos religiosos sejam a Palavra de Deus, significa apenas que elas são infalíveis, isto é, isentas de erro.
O Concílio Vaticano I diz que o papa é infalível quando fala ex cathedra.Isso, na prática, é inútil como padrão, pois, pela própria natureza da questão, só quem pode dizer se o papa falou ex cathedra é o próprio papa. Assim, um papa é sempre livre para rejeitar seus próprios pronunciamentos ou os pronunciamentos de outros papas, dizendo que não foram feitos ex cathedra, ou declará-los válidos, dizendo que foram. Depois, ele pode até mesmo dizer que ele mesmo, ou um de seus predecessores, pensando que falava ex cathedra, realmente não falou.
Na Dogmática Reformada, o teólogo reformado Herman Bavinck afirma:
“Os teólogos católicos romanos se encarregaram de desenvolver em detalhes as áreas cobertas por essa infalibilidade. Segundo eles, o papa é infalível quando trata das verdades da revelação na Escritura, das verdades das instituições divinas, dos sacramentos, da igreja, de sua organização e governo e das verdades da revelação natural. No entanto, até mesmo com isso estamos longe de esgotar o alcance da infalibilidade papal. Para que o papa seja infalível em todas essas áreas, dizem os teólogos, ele também tem de ser infalível na avaliação das fontes das verdades da fé e na interpretação delas. Isso significa dizer que ele é infalível no estabelecimento da autoridade da Escritura, da tradição, dos concílios, dos papas, dos pais, dos teólogos; no uso e na aplicação de verdades naturais, imagens, conceitos e expressões; na avaliação e rejeição de erros e heresias, até mesmo no estabelecimento de fatos dogmáticos; na proibição de livros, em questões de disciplina, no endosso de ordens, na canonização de santos e assim por diante. Fé e moral abrangem quase tudo, e tudo o que o papa diz sobre isso seria, então, infalível. O termo ex cathedra, de fato, não traça nenhum limite em nenhum lugar”.
Mas afinal, se o verdadeiro fundamento inabalável da fé cristã não é o papa, qual é esse fundamento? Os reformadores foram unânimes em repudiar completamente essa doutrina por não encontrarem, na Escritura, nem uma só palavra que a sustente. Em oposição a ela, afirmaram vigorosamente: Sola Scriptura.

II. A tradição não tem a palavra final

Outra fonte de autoridade espiritual muito forte na teologia católica medieval (e ainda hoje) é a tradição. Deve ser dito que a tradição nunca foi rejeitada pelo simples fato de ser tradição. Na própria Escritura encontramos ênfase e crítica à tradição (Mt 15.2,3,6; Mc 7.3,5,8,9,13 2Ts 2.15). A questão básica é: a que tradição estamos nos referindo? A tradição é rejeitada todas as vezes que entra em choque com a Palavra de Deus. A Reforma revoltou-se quanto à suposta autoridade da tradição independente da Escritura e pretensamente nivelada com ela. Os reformadores sustentavam que a Escritura é a única autoridade infalível dentro da igreja. Deste modo, a autoridade dos Credos (Apostólico, Nicéia, Calcedônia) era indiscutivelmente considerada pelos reformadores, contudo, somente as Escrituras são incondicionalmente autoritativas.

III. A igreja não tem a palavra final

Outra expressão moderna desse ensino católico medieval é a crença de que a denominação religiosa a que pertencemos está sempre certa. Isso é um erro. Nenhuma denominação religiosa está isenta de erros neste mundo. Os concílios são compostos por pessoas e, por melhores que sejam as intenções dessas pessoas e por mais sólido que seja seu conhecimento teológico, elas continuam sendo sujeitas ao erro. Nossos concílios e denominações são falíveis.
É claro que quanto maior for o apego dos nossos líderes às doutrinas cristãs, quanto maior for o vigor de sua piedade cristã e quanto maior for sua capacidade de aplicar o ensinamento bíblico às circunstâncias da vida, mais nítida é a possibilidade de que tomem decisões sábias e governem bem a igreja de Cristo. Mas é importante termos sempre em mente que não há denominações cristãs perfeitas.
Isso é necessário não apenas para exercitar nossa humildade e despertar o interesse pelo estudo rigoroso da Escritura, mas também para nos permitir uma comunhão cristã mais saudável com nossos irmãos de outras denominações cristãs. Embora existam muitas denominações, a igreja de Cristo é composta por todos aqueles que professam sua fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.

IV. A Escritura como única regra de fé e conduta

Mas afinal, se o papa não tem a palavra final, a tradição não tem a palavra final e a denominação cristã a que pertencemos não tem a palavra final, qual é a autoridade normativa segundo a qual a igreja deve moldar sua fé?
Os reformadores e seus herdeiros teológicos deram resposta a essa pergunta. O Catecismo Maior de Westminster afirma, na resposta à pergunta 3: “As Escrituras Sagradas – O Antigo e o Novo Testamentos – são a Palavra de Deus, a única regra de fé e obediência.”
Confissão de Fé de Westminster, por sua vez, afirma: “O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas, e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo, em cuja sentença nos devemos firmar, não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura” (I. 10).
Para os reformados, a autoridade fundamental segundo a qual a igreja deve moldar sua fé não é a opinião de pessoas, por mais ilustres que sejam, nem a história de instituições religiosas, por mais respeitáveis que sejam, nem as preferências dos cristãos, por mais adequadas que possam parecer, mas o “Espírito Santo, falando na Escritura”. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.20).

Conclusão

De acordo com a teologia reformada, nenhuma voz, na igreja de Cristo, pode se elevar acima da Escritura Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo para conduzi-la a toda verdade. Cristo é o cabeça da igreja, e ele a governa segundo os preceitos estabelecidos na Escritura. Nenhum líder, nenhuma denominação cristã, nenhum concílio, nenhum costume, nenhuma tradição tem valor normativo para a igreja cristã. Só a Escritura.

Aplicação

Você já reparou como as pessoas, em geral, têm tratado a Escritura nos tempos pós-modernos em que vivemos? Quando a Escritura diz alguma coisa com a qual não concordam, as pessoas simplesmente dizem que os tempos mudaram. Com isso, abandonam o ensino bíblico e seguem seu próprio caminho. À luz da lição de hoje, como você deve reagir a essa tendência?

Boa leitura

A Inspiração e Autoridade da Bíblia, de Benjamin Warfield e A Inspiração e Inerrância das Escrituras, de Hermisten M. P. Costa. Ambos da Editora Cultura Cristã.
>> Autor do estudo: Vagner Barbosa
>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cultura Cristã, usado com permissão.

domingo, 16 de outubro de 2016

Ninguém é Haiti’: charge retrata falta de interesse por uma tragédia.


Após o Haiti viver uma tragédia provocada pelo furacão Matthew, surgiu uma expressão para retratar a contida comoção pública pelas mil vítimas fatais e a destruição no país: “Ninguém é Haiti”. Trata-se de uma comparação ao “Eu sou Charlie”, que apareceu em vários cantos do mundo após o ataque terrorista à publicação satírica francesa “Charlie Hebdo” em 2015. A expressão veio de uma charge do cartunista Miguel Villalba Sánchez e repercutiu pelas redes.

“Quase 800 mortos no Haiti, mas ninguém coloca fotos de perfil especiais no Facebook nem slogans para as vítimas do furacão Matthew”, disse Sánchez ao publicar o trabalhono site “Cartoon Movement”. Posteriormente, o saldo de vítimas chegou a mil pessoas.

No Haiti, comunidades ficaram quase totalmente devastadas pela passagem da tormenta na semana passada. Afetado dramaticamente pela pobreza, o país ainda nem mesmo se recuperou da destruição deixada pelos tremores de 2010. Muitas pessoas permanecem em abrigos improvisados, em difíceis condições de vida. O governo estima que 1,4 milhão precisa de ajuda humanitária no país.

Além disso, o Haiti teme um novo surto de cólera. A doença, que se espalha rapidamente por água ou comida contaminada e causa grave diarreia, foi levada ao país por forças de paz das Nações Unidas há seis anos, e agora está atrapalhando a chegada de alimentos e abrigo para as vítimas da tempestade. Desde a irrupção inicial, o cólera já matou mais de nove mil pessoas no país.

A destruição criou as condições ideais para a propagação da doença. Rios transbordaram, criando grandes focos onde as bactérias podem crescer. A água poluída também atingiu poços de água potável. A prioridade agora é fornecer água limpa e melhorar a higiene nas áreas mais afetadas.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ 



Doe para a Visão Mundial e ajude a esperança continuar viva: http://doe.vc/haiti

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SEDEC Belém 2017


O Seminário de Desenvolvimento Comunitário é a capacitação de entrada ao ecossistema prático-conceitual do CADI BRASIL. Nesta formação de caráter intensivo em sua carga horária, os participantes tem acesso aos princípios básicos da fundamentação teórica da ação social cristã nos termos assumidos pelo CADI. Também possuem a oportunidade de aprender ferramentas introdutórias sobre Desenvolvimento Comunitário e um instrumento de planejamento de ações com a comunidade. Tudo isto pode ser ofertado em uma semana com período integral de atividades (manhã, tarde e noite). Todo o conteúdo é ministrado de maneira dinâmica e participativa. A equipe do CADI BRASIL explora diversos instrumentos pedagógicos (filmes, estudos de caso, apostila e apresentações em slides de alta qualidade), proporcionando aos participantes uma experiência única de aprendizagem que sintetiza na teoria e prática, os valores e metodologias desenvolvidas pela equipe do CADI em mais de duas décadas de história. O SEDEC combina o melhor da tradição cristã na área do desenvolvimento, com os temas mais recentes dos dilemas relacionados a superação da pobreza em contextos de alto risco, ofertando uma resposta consistente sobre as questões que afetam o dia-a-dia dos gestores da área do desenvolvimento.
O SEDEC acontece anualmente em Curitiba, pela primeira vez será realizado em Belém através de uma parceria entre o CADI Brasil, Projeto Nação Belém e JOCUM Belém.


Detalhamento operacional: Conteúdo Programático e Disciplinas:

1.    O Evangelho Integral: apresenta a fundamentação introdutória da base bíblica da ação social cristã.
2.    Cosmovisão Cristã: apresenta uma retomada histórica do conceito de Cosmovisão e a implicação na construção de estratégias e metodologias na área do desenvolvimento.
3.    O Coração de Deus para com os Pobres: apresenta a construção do conceito de pobreza a partir de uma exegese bíblica do Antigo e Novo Testamento.
4.    Fortalezas e Ações Proféticas: a exposição do conceito e sua aplicabilidade nos programas e projetos de desenvolvimento tendo em vista a transformação de paradigmas nas comunidades.
5.    Diagnóstico Comunitário: o estudante terá acesso a ferramentas básicas de facilitação de diagnóstico participativo com a comunidade.
6.    Princípios de Gestão de Desenvolvimento Comunitário: apresenta as diretrizes na gestão de empreendimentos de desenvolvimento na perspectiva cristã.
7.    O papel da igreja local no desenvolvimento: aborda a temática entre a ação social e a igreja local, projetos sociais e igreja local, os desafios e oportunidades desta relação.
8.    Projeto semente: experiência prática de planejamento e intervenção social.
9.    Elaboração de Projetos: noções de elaboração de programa/projeto de intervenção social a partir de demandas e potencialidades apontadas no diagnóstico, permitindo a construção de documentos para mobilização de recursos.

Carga Horária: 72h

Metodologia:

Imersão em uma semana intensiva de estudos (de domingo a domingo), com aulas nos períodos da manhã, tarde e noite, incluindo a leitura de textos, debates e trabalhos práticos. Cada aluno recebe 3 livros, sendo que o livro “O Reino entre nós” deverá ser lido antes do curso. A metodologia é participativa e provê trabalhos em grupos e alto nível de interação entre os estudantes. Espera-se a participação do aluno em 100% das atividades.


Como será em Belém

No mês de janeiro, de 08 a 15 (domingo a domingo), um total de 60 pessoas, entre participantes, docentes e equipe estarão em sala de aula participando do SEDEC Belém 2017 na Base de JOCUM Belém. As vagas para participantes serão limitadas, 40 apenas. As aulas serão ministradas por: Mauricio Cunha, Marcel Camargo, e Tereza Belchior. 

A Inscrições e informações serão pelo e-mail: nacaobelem@gmail.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Vote contra a legalização do aborto! podemos virar essa votação.


Sério que você é cristão e não liga? Não move sequer um dedo para votar e compartilhar essa notícia?
Vote contra a legalização do aborto aqui:
Enquete do Senado questiona a população sobre a regulação do aborto no Brasil, dentro das doze primeiras semanas de gestação, pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
O Senado Federal lançou, em seu site, uma consulta pública questionando a população sobre a regulação do aborto no Brasil, dentro das doze primeiras semanas de gestação, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O texto do projeto, elaborado pelo cidadão André de Oliveira Kiepper por meio do Portal e-Cidadania, foi publicado em 24 de setembro de 2014 e desde então está em trâmite no Senado.
Com mais de 151 mil votos a favor e 116 mil contrários, a enquete permanece aberta. A proposta de Kiepper sugere que a interrupção da gravidez seja tratada como política da área de saúde e não criminalizada, como é atualmente.
A exposição protocolada demanda, ainda, que as unidades do SUS autorizadas a realizar o procedimento devam atender a uma série de preceitos e requisitos, para garantir a máxima segurança das mulheres.
Nos últimos dias, a página da consulta pública deste projeto tomou as redes e os números de aprovação da proposta tiveram um salto.
Antes, o parecer de internautas desfavoráveis à regulação estava à frente, mas com uma campanha de conscientização promovida por páginas de militância feminista, os números se inverteram.

domingo, 18 de setembro de 2016

Culto de Envio do Adhilio Wictor.

Neste sábado dia 10 de Outubro foi o Culto que marca o encerramento do período teórico e envia os alunos da ETeD para o período Pratico e nós estivemos lá para prestigiar nosso missionário Adhilio Wictor que irá para Região Ribeirinha da Cidade de Portel.


Foi muito bom ver o crescimento do Adhilio, agora é tempo de orar por esses dois meses de Período Prático, onde ele irá ficar em uma comunidade exercendo o aprendizado sobre desenvolvimento comunitário.


Essa é a equipe de missionário e alunos, que Deus os faça permanecer em seus propósitos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Segunda Campanha Meu Educador Social Cristão 2016


  • O Dia Nacional do Educador Social comemorado no dia 19 de setembro, se aproxima. A Rede Mãos Dadas deseja valorizar aqueles que trabalham em favor dos invisíveis! 

  • Uma de suas primeiras experiências ao decidir abraçar uma causa é descobrir que as pessoas não querem ouvi-las, não querem participar da sua paixão e do seu sofrimento em favor de alguém. Aquele que se identifica com uma criança invisível, corre o risco de se tornar invisível junto com ela! 

  • Por isso no dia do educador social, desejamos mobilizar nossos parceiros para juntos lembrarmos da importância do trabalho realizado por seus colaboradores, sobretudo aqueles que atuam na linha de frente no enfrentamento a todo tipo de situação adversa vivida por crianças e adolescentes socialmente vulneráveis.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Seminário Especial para Professores


Foi tranformador! A Educação em uma perspectiva bíblica para restaurar gerações com o Missionário Ricardo Rodrigues da Jocum Chile