terça-feira, 6 de outubro de 2015

A igreja enviando missionários!

O ENVIO MISSIONÁRIO – PARTE 1 IntroduçãoPor Ronaldo Lidório
Olhemos para a igreja em Antioquia como paradigma de envio, compromisso evangelístico e força plantadora de igrejas. A proposta é fazê-lo sonhar com esse modelo bíblico. Não foram Paulo e Barnabé que iniciaram esse grande movimento de plantio de igrejas entre os gentios, mas uma igreja, sensível ao Espírito, com a visão do Reino, temor à Palavra e pronta para servir. Igrejas plantam igrejas.
Leiamos o texto de Atos 13, versos 1 a 3.
1 Ora, na igreja em Antioquia havia profetas e mestres, a saber: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes o tetrarca, e Saulo.
2 E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.
O versículo 1 enumera cinco líderes da igreja em Antioquia descritos sob a categoria de profetai kai didaskaloi (profetas e mestres). Profetes era aquele que falava em nome de Deus, também utilizado no grego ático tanto para pregador quanto para expositor das leis. O Didaskalos é o mestre (de didasko: ensino) aplicado para aquele que possui discípulos e, parece-me que nesse caso, esses didaskaloi estavam mais ligados à instrução dos novos convertidos em Antioquia. Nessa lista primeiramente é mencionado Barnabé, o qual era “natural de Chipre” (At. 4:36). Logo após Lucas cita Simeão, referindo-se provavelmente a um africano “Níger” (negro) e menciona Lúcio “de Cirene” provindo do norte da África. Também lista Manaém, colaço (syntrophos: irmão de leite) de Herodes e finalmente Saulo.
O versículo 2 começa com uma ação coletiva: “e servindo eles ao Senhor…”. E as duas perguntas que devem ser aqui levantadas são: quem são “eles” e como serviam ao Senhor? Há três possibilidades para entendermos “eles”, já que o texto não o define: refere-se a toda a igreja em Antioquia; ou apenas aos cinco líderes do verso anterior; ou ainda especificamente a Paulo e Barnabé mencionados separadamente logo após.
Por ausência de ligação textual creio que podemos excluir a “igreja em Antioquia”, restando-nos assim os cinco líderes do versículo 1 e Paulo e Barnabé do versículo 2. De qualquer forma, esses últimos são também mencionados na lista de líderes, portanto os utilizaremos como pressuposto para “eles”. Sigamos, portanto, para a pergunta principal: como serviam ao Senhor?
Leitourgoi – Edificadores do Corpo de Cristo
O verbo “servindo” (leitourgounton) utilizado aqui, aponta para aqueles que serviam ao Senhor como leitourgoi, servos. Lembremo-nos que havia três formas de alguém se apresentar como “servo” no contexto neotestamentário:
Como doulos – o escravo. Nas palavras de Candus “Aquele que pessoalmente acompanha o seu Senhor para realizar os desejos do seu coração”. Portanto, doulos no contexto do Novo Testamento é aquele que tem um compromisso direto com Deus; que serve pessoalmente ao seu Senhor.
Como diakonos – o mordomo. Aquele que serve ao seu Senhor através do serviço à comunidade. Na palavra o termo é usado para aqueles que, sensíveis à necessidade do Corpo de Cristo – física e espiritual – servem a Deus.
Ou como leitourgos – o edificador. O termo, ligado à leitourgia (liturgia) não é restrito como o usamos hoje. Refere-se àquele que serve ao Senhor sendo usado por Ele para abençoar, edificar, o seu irmão. E essa é justamente a raiz do verbo que expressa que Paulo e Barnabé serviam ao Senhor, afirmando assim que eles eram, antes de tudo, abençoadores, ou edificadores do Corpo de Cristo em Antioquia. Eram uma bênção, como se pode falar hoje.
Portanto, a primeira característica apontada pelo texto a respeito desses dois homens que iniciaram a obra missionária como a conhecemos hoje não foi a competência intelectual, o título ministerial ou a profundidade teológica, mas a fidelidade, e fidelidade de vida em relação aos de perto que os rodeavam em Antioquia.
Uma aplicação objetiva do texto seria esta: não envie para longe aqueles que não são uma bênção perto. Aquele rapaz que diz possuir um claro chamado ministerial, se não tiver primeiramente um desejo ardente pelo ministério comprovado pelo serviço em sua igreja local, certamente não o terá em lugares distantes; ele não está pronto a ser enviado ao seminário ou ao campo. Aquela jovem que insistentemente afirma ter um claro chamado ministerial para a obra missionária em algum lugar distante, se não o demonstrar onde está com os ministérios e oportunidades locais, não o fará também do outro lado do mundo; ela não está pronta a ser enviada ao preparo ou ao campo.
Aplicações do texto para a vida diária
Já vimos que não devemos enviar para longe aqueles que não são uma bênção perto com base no verso 2.
Spurgeon já falava, em 1885, que “nada é mais difícil do que se mostrar fiel aos de perto que bem lhe conhecem” e aqui três rápidas aplicações poderiam ser feitas.
Pessoal. Não há nada mais perto de nós do que a nossa família. Aquele que não pode ser apontado pela esposa, esposo ou filhos como leitourgos no dia a dia de sua casa, dificilmente será uma bênção fora dela.
Ministerial. Líderes e pregadores que se destacam nos púlpitos e salas de aula de igrejas e seminários, mas fracassam com a família, amigos e pessoas chegadas, não estão prontos para o ministério. Plantadores de igrejas que são exímios no que fazem, nas ruas, praças e templos, porém não têm testemunho de Cristo entre os seus, não estão qualificados ao envio. O ministério não define o próprio ministério. O caráter de Cristo em nós o faz.
Eclesiástica. Não há nada mais perto da igreja do que a própria igreja, os irmãos com os quais nos encontramos a cada semana. Se uma comunidade cristã não demonstra ser leitourgos, abençoadora, para aqueles com a qual convive dia a dia, culto a culto, dificilmente conseguirá fazer diferença em outros lugares, seja perto, seja longe.
Conclusão
A Palavra de Deus segue uma lógica quase sempre crescente. O que for fiel no pouco será também no muito. Quem for uma bênção perto será também longe. É necessário entendermos que “no pouco” e “perto” encontramos oportunidades de aprendizado e crescimento. São ambientes onde podemos observar nossos próprios corações, vermos as áreas de limitação da vida e buscarmos quebrantamento, perdão e edificação para nossa caminhada.
Vivemos um desafio constante de sermos fieis no pouco e abençoadores aos de perto. Usemos desta oportunidade para buscar verdadeiro quebrantamento de coração, pedir que o Espírito Santo nos molde à imagem de Cristo, e nos preparar para continuarmos a caminhada ao ponto de também sermos fieis no muito e abençoadores aos de longe.
O ENVIO MISSIONÁRIO – PARTE 2 Introdução
Veremos neste artigo sobre a posição da igreja no processo de envio missionário. O envio missionário está atrelado diretamente ao envio por parte de igrejas locais. Há um número expressivo de vocacionados ao ministério que não chegam aos seminários e campos por falta de orientação, acolhida e envio por parte de igrejas locais. Um segmento precioso na igreja local são os seus vocacionados. São eles que o Senhor usará para que outras igrejas sejam pastoreadas, a Palavra seja traduzida para outros idiomas, igrejas sejam plantadas em cidades e tribos, e ministérios de compaixão sejam desenvolvidos entre os carentes. Devemos orar, acolher, encorajar, preparar e investir naqueles a quem Deus chama e vocaciona.
E disse o Espírito Santo
No texto de Atos 13.1-3 lemos que, servindo eles ao Senhor, “disse o Espírito Santo: separai-me…”. O texto não esclarece como o Espírito se manifestou e falou à igreja, mas toda a ação deixa bem claro que a igreja prontamente ouviu. “Disse” (eipen) vem de lego que significa “falar”, “se comunicar”. Pode ser usado tanto para a comunicação direta ou via um mensageiro. Alguns exegetas afirmam que o fato do Espírito ter falado à igreja se relaciona com o destaque de Lucas no verso primeiro, ou seja, a existência de “profetas e mestres”. Outros defendem que, por deixar indefinida a forma pela qual o Espírito falou à igreja Lucas estaria sugerindo a presença de uma convicção subjetiva unânime no meio do povo quanto ao chamado de Paulo e Barnabé. O certo, porém, é que o texto declara como a igreja estava quando ouviu a voz do Espírito: jejuando e orando.
O conteúdo do que Ele falara foi “separai-me” (aphorisate), do verbo aphorizo, o qual é um verbo exclusivista também usado em Mt 25.32 quando o pastor “separa” as ovelhas dos carneiros. Aphorizo se diferencia de ekklio, pois não se trata de uma separação de relacionamento (foram excluídos da igreja de Antioquia), mas uma separação para uma função (permanecendo ligados à igreja são agora designados para uma função além da igreja local). É o mesmo termo usado nos Documentos de Cartago, quando cidadãos comuns eram chamados para engrossar as fileiras do exército romano. Portanto, Paulo e Barnabé seriam separados porque primeiramente haviam sido chamados e não o contrário.
É bom também entendermos que ergon (a obra) para a qual foram chamados é um termo genérico que tanto pode significar um ato quanto uma função e poderia ser usado, nesse caso, por ser essa obra já bem conhecida por todos na igreja – a evangelização dos gentios – ou também para chamar a atenção para o ponto principal deste comando: não a obra, mas quem os chamou para essa obra. Demonstra também flexibilidade ministerial indicando que a obra pode mudar, mas o chamado permanece, pois se baseia naquele que nos chamou.
A expressão “jejuando e orando” vem como um conjunto que se completa já que, segundo Stott, “o jejum é uma ação negativa (abstenção de comida e outras distrações) em função de uma ação positiva (culto e oração)”, e em subsequência “impondo sobre eles as mãos…” traz a expressão epithentes tas cheiras que possui vasto significado para o conceito de envio missionário.
Impondo sobre eles as mãos
A imposição de mãos tem um significado específico entre romanos e gregos no primeiro século. Compreendê-lo também nos levará a perceber a nossa responsabilidade em impor as mãos e enviar aqueles que devem pregar o Evangelho de Cristo.
Sinal de autoridade. Esse “impor de mãos” remonta ao grego clássico quando um pai impunha suas mãos sobre o filho que lhe sucederia na chefia da família, ou seja, uma transferência de autoridade. Para Paulo e Barnabé isso significava que eles possuíam a autoridade eclesiástica para fazer tudo o que a igreja faria, mesmo onde ela não estivesse presente como comunidade. É, portanto, ao mesmo tempo uma carga de autoridade e responsabilidade. Como igreja em Antioquia, eles poderiam pregar a Palavra, orar pelos enfermos e desafiar os incrédulos, mas ao mesmo tempo precisariam também compartilhar da mesma fidelidade e dedicação que existia naquela comunidade dos santos.
Sinal de reconhecimento. Também era usado em momentos oficiais como na cidade de Alexandria, quando vinte oficiais foram escolhidos especialmente para guardar a entrada da cidade que sofria com frequentes ataques de nômades, e sobre eles “foram impostas as mãos” em sinal de reconhecimento de que eram dotados das qualidades para aquela função. Para Paulo e Barnabé consistia no fato de que a liderança da igreja reconhecia não apenas o chamado (que era claro), mas também a capacidade e dons para cumprirem a missão.
Sinal de Cumplicidade. Encontramos também no grego clássico o “impor de mãos” no sentido de cumplicidade, quando generais eram enviados a terras distantes para coordenar uma província e as autoridades enviadoras impunham as mãos demonstrando ao povo que eles não seriam esquecidos. Ou seja, permaneciam como parte do corpo mesmo não estando entre eles. Para Paulo e Barnabé significaria dizer que, por mais distantes que fossem, permaneceriam ligados à igreja de Antioquia. Que essa igreja continuaria responsável por eles, amando-os, desejando o melhor e com certeza os sustentando. A meu ver, impor as mãos como sinal de autoridade e reconhecimento não é tão difícil como as impor em sinal de cumplicidade, pois esse último é um ato contínuo que demanda dedicação e profundo amor. Kent Norgan afirmou que “é mais fácil amar aquele que se vê e ter compaixão ao que está sempre ao seu lado”.
Por fim, a igreja “… os despediu” (apelusan), do grego apoluo que significa “fazer as honras do envio”. “Apoluo” também pode ser usado no sentido de “liberar, soltar, deixar que se vá”. Creio que havia aqui um aspecto prático no qual líderes e irmãos pensaram também nas necessidades imediatas de Paulo e Barnabé para a viagem e ministério. Apoluo é uma expressão formal, portanto nos leva a crer que não foram despedidos de forma simples, mas antes houve um culto em que a igreja oficialmente se reunira para os enviar: um abençoado culto de envio.
Alguns princípios no envio
Temos aqui alguns princípios que podem ser observados no envio missionário.
No processo do chamado não há apoio bíblico ao ostracismo. Ou seja, é inválida a posição de irmãos que alegam ter ouvido a direção do Espírito Santo quanto à vocação missionária, mas que desejam levar adiante essa missão sem a participação da igreja local. Mesmo em um contexto onde agências missionárias são usadas para facilitar os ministérios daqueles que vão, a igreja local precisa permanecer na linha de frente no processo de seleção e confirmação do chamado. Precisamos crer que o Espírito fala à igreja e devemos esperar submissão daqueles que foram chamados à sua liderança local.
No desafio ao envio missionário devemos evitar o institucionalismo. É o outro lado da mesma moeda. A igreja, sozinha e desconhecendo o contexto, tomando decisões e definindo metas, estratégias e prioridades a despeito da visão daqueles que foram chamados. Precisamos crer que Deus colocará de maneira clara nesses corações os desejos certos e a motivação que vem do alto. É preciso ouvir, e com atenção, o que Deus fala aos chamados em sua igreja local.
No momento do envio passamos para os enviados autoridade eclesiástica, reconhecimento de que são qualificados e especialmente cumplicidade com a obra para a qual foram separados. Ou seja, no processo do envio missionário o cordão umbilical não pode ser cortado. A igreja, enviadora, é a responsável pela obra que se inicia perante o Senhor. Igrejas plantam igrejas.
Conclusão
Oremos e olhemos para os vocacionados em nossa igreja. Aqueles que sentiram e estão convictos da vocação do Senhor. Talvez não saibam para onde, como ou quando irão, ou se permanecerão, mas estão certos que o Senhor os chamou.
Oremos por eles, sobretudo, por dois elementos importantes. O primeiro é o discernimento. Eles precisam de Deus para saber qual é o próximo passo. Talvez seja se envolverem com os ministérios da igreja local, se prepararem em um seminário ou concluírem a universidade. Talvez seja buscarem a Deus para uma área de suas vidas seja trabalhada. O próximo passo, porém, é sempre uma grande necessidade para aqueles que foram chamados e ainda não partiram. O segundo elemento importante é a perseverança. Oremos para que eles não parem ao longo do caminho. Para que não se encantem com as luzes deste mundo e outros chamados que não venham do Pai. Perseverar é uma das maiores necessidades na vida daqueles que entendem a vocação ministerial e a igreja pode ajuda-los, como Antioquia fez com Paulo e Barnabé.
Ninguém sabe ao certo quando Deus falará à igreja de forma especial, mas o jejum e a oração – sinais de uma comunidade piedosa e crente – são a postura daqueles que ouvirão a Sua voz. Deus fala a muitos, contudo aqueles que se humilham ouvem mais a Sua voz.
Envie suas perguntas para contato@povoselinguas.com.br, para que possamos acompanhar e orienta-lo quanto ao envolvimento de sua igreja no campo missionário.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Como me tornar um missionário?

UMA PALAVRA SOBRE VOCAÇÃO
Por Ronaldo Lidório 
A vocação de Deus é incontestável e irresistível. Incontestável, pois Ele, ao vocacionar, o faz de forma clara e nada mais enche o coração. Irresistível pela abordagem, pois quando Deus vocaciona, tudo nos impele a segui-Lo.
Chamado e vocação são termos correlatos na Palavra de Deus e derivam da expressão kaleo – chamar. Em todo o Novo Testamento vemos que Ele chama para a salvação (2 Pe 1.10), para a liberdade (Gl 5.13), para sermos de Jesus Cristo (Rm 16) e para a ceia das bodas do Cordeiro (Ap 199). Todo chamado se dá segundo o Seu propósito (Rm 8.28) e somos encorajados a permanecer firmes no chamado (1 Co 7.20), andar de forma digna da nossa vocação (Ef 4.1) e a vivê-la junto com outros igualmente chamados em Cristo (Ef 4.4).
O chamado de Deus não é uma prerrogativa do Novo Testamento. Deus, ao longo da história, chamou o Seu povo para o Seu propósito. Israel é chamado para ser bênção entre as nações (Gn 12.2) e para anunciar a salvação e a glória do Senhor (Sl 96.3). Em Isaías, o Senhor fala sobre “todos os que são chamados pelo meu nome”, também menciona que foram criados “para a minha glória” (Is 43.7). Antes de tudo, é preciso compreender que, em Cristo Jesus, todos somos vocacionados (1 Pe 2.9-10). A Palavra deixa isso bem claro ao expor que somos vocacionados para a salvação, para as boas obras, para a santidade e para a missão. Ou seja, nascemos em Cristo Jesus com um propósito. Não estamos neste mundo de forma aleatória e descomprometida. Fomos salvos em Cristo para fazer diferença – sendo sal e luz – e cumprir o chamado de Deus. E, dentre todas, a nossa maior vocação é glorificar o nome de Deus Pai (Rm 16.25-27).
Encontramos também na Palavra de Deus a vocação ao ministério, para uma função específica no Reino do Senhor. Trata-se daqueles que são separados por Deus para uma ação específica e funcional em Sua igreja. Escrevendo aos Romanos, Paulo se apresenta como “servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1.1), expressando que é servo de Cristo, porém, com um chamado ministerial específico: ser apóstolo.Ele afirma ser “servo” – doulos – escravo comprado pelo sangue do Cordeiro, liberto das cadeias do pecado e da morte e, apesar de livre, cativo pelo Senhor que o libertou. Afirma também ser chamado para ser “apóstolo”, demonstrando que alguns servos podem ser chamados ao apostolado, porém, não há apóstolos que não sejam primeiramente servos.
Em Efésios 4:11, entendemos que o Senhor Jesus chama, dentre todos na igreja, “alguns” para serem apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres, ou seja, para funções específicas de trabalho. Quem nós somos – nosso chamado em Cristo – é mais determinador para nosso ministério do que para onde iremos. Não há na Palavra um chamado geográfico (para a China, Índia ou Japão), ou mesmo étnico (para os indígenas, africanos etc.), mas um chamado funcional, para se fazer alguma coisa. Na exposição aos Efésios, Paulo afirma que alguns foram chamados para ser apóstolos, ou “a pedrinha lançada bem longe”, na expressão de John Knox. São aqueles que vão aonde a igreja ainda não chegou. Há os profetas, que falam da parte de Deus e comunicam Sua verdade. Há os chamados para serem pastores, que amam e cuidam do rebanho de Cristo, que amam estar com o povo de Deus e se realizam ministerialmente cuidando desse povo. Há os evangelistas, que são aqui os “modeladores” do Evangelho, ou seja, os discipuladores. São os irmãos que fazem um trabalho nos bastidores, de discipulado, extremamente relevante para o Reino, o crescimento e amadurecimento da igreja. Por fim os mestres, que ensinam a Palavra de forma clara e transformadora, são os que leem a Palavra e a expõem de forma tão clara que marcam vidas e corações.
Na dinâmica do chamado há certamente uma direção geográfica. Se alguém possui convicção de que Deus o quer na Índia, isso significa que há uma direção geográfica de Deus, não um chamado ministerial. Mas, notem: a direção geográfica muda, e mudou diversas vezes na vida de Paulo. O chamado, porém, permanece. Paulo foi chamado para os gentios, como por vezes expressa (At.13:1-3). Era uma força de expressão para seu perfil missionário, pois, com exceção dos judeus, todo o mundo era gentílico. Assim, ele expressa em Romanos 15.20 a prioridade geográfica do ministério da Igreja: “onde Cristo ainda não foi anunciado”. Na época, prioritariamente entre os gentios. Hoje, porém, pode ser perto e pode ser longe. Uma pessoa, de qualquer língua, raça, povo ou nação, que ainda não tenha ouvido as maravilhas do Evangelho, é a prioridade de Deus para a obra missionária.
Percebo algumas crises entre os vocacionados no Brasil. As principais talvez sejam de compreensão, discernimento e ação. A crise de compreensão se estabelece à medida que não entendemos, na Palavra de Deus, que somos todos vocacionados para servir a Cristo. Assim, relegamos o trabalho aos que possuem um chamado ministerial específico. Outras vezes, por associarmos o chamado puramente a títulos ou posições eclesiásticas, esquecendo que fomos todos chamados em Cristo para a vida no Espírito e para o trabalho na missão.
A crise de discernimento nasce quando não fazemos clara distinção entre o chamado universal e o chamado ministerial específico. Podemos passar a vida frustrados em qualquer lado do muro se não buscarmos discernimento vocacional. Esse discernimento é encontrado primeiramente na Palavra, estudando o que a Bíblia nos ensina sobre vocação. Em segundo lugar, caso haja uma convicção de chamado ministerial específico, associando-nos ao trabalho da igreja e passando nossa vocação pelo crivo dessa experiência. Por fim, precisamos buscar ao Senhor em oração especialmente para saber qual será o próximo passo. Deus, geralmente, só nos mostra o próximo passo.
A terceira crise que percebo é de ação. Há um número grande de irmãos e irmãs com clara compreensão bíblica sobre a vocação, claro discernimento sobre os passos a serem dados, mas nunca os dão. Para alguns, esse passo é um envolvimento maior com o ministério da igreja local. Para outros, é seguir para um centro de treinamento bíblico e missionário ou participar de um estágio ministerial. O importante é perceber que, em algum momento ao longo da convicção de um chamado ministerial, é preciso dar um passo.
Somos, portanto, todos vocacionados em Cristo para servir a Deus e glorificar o Seu Nome. Alguns são vocacionados, também em Cristo, para funções específicas – ministeriais – para o encorajamento da igreja e expansão do Evangelho no mundo. Em qualquer situação, a nossa vocação é um privilégio. Na verdade, talvez seja o nosso maior privilégio, bem como o nosso maior desafio.
PRIMEIRO PASSO
Se você considera-se chamado por Deus e gostaria de auxílio para compreender melhor sua vocação e dar passos seguros em direção ao efetivo cumprimento da mesma, queremos apoiá-lo, bucando juntos pelos direcionamentos do Senhor.
Para isso, como primeiro passo, pedimos que compartilhe conosco as informações abaixo, copiando as questões, respondendo e enviando-as por e-mail para contato@povoselinguas.com.br. Assim poderemos orar por você e apoiá-lo com mais objetividade. Todas as informações permanecerão em sigilo e não serão compartilhadas com ninguém sem o seu consentimento.
Após essa apresentação inicial, faremos um contato individual com você para um bate-papo mais direcionado! Estamos juntos nessa caminhada!!!
QUESTIONÁRIO DE CONTATO INICIAL
1) Nome completo
2) Endereço residencial
3) Data de nascimento
4) Estado civil
5) Tem filhos? Por favor cite sua(s) idade(s)
6) Tempo de conversão
7) Igreja da qual é membro
8) Se não é membro de nenhuma igreja local, por favor compartilhe o motivo
9) Atividade profissional que exerce atualmente
10) Grau de escolaridade
11) Formação profissional / acadêmica
12) Formação teológica / missiológica formal
13) Você possui algum talento ou qualificação que, na sua compreensão, podem ser utilizados como suporte em algum projeto missionário? Quais? (Ex: Habilidades manuais, domínio de um instrumento musical ou outras manifestações artísticas etc)
14) Exerce atualmente algum ministério específico, dentro ou fora da igreja local? Qual(is)?
15) Quais ministérios você já exerceu ou esteve diretamente envolvido?
16) Você crê que está exercendo plenamente sua vocação a serviço do Reino de Deus? Se não, compartilhe os motivos
17) Caso tenha respondido negativamente a questão anterior, quais os principais fatores, na sua compreensão, que o impedem atualmente de exercer plenamente sua vocação a serviço do Reino?
18) No seu entendimento atual, qual deve ser sua principal atuação no Reino de Deus? Fale também sobre suas contribuições secundárias (Procure ser específico)
19) Que tipo de auxílio você espera/gostaria de receber para dar os passos necessários em direção ao efetivo cumprimento da sua vocação?
20) Qual sua disponibilidade atual de tempo para dedicação ao treinamento ministerial?
21) Você tem disponibilidade financeira para arcar com possível despesa relativas ao trenamento ministerial, utilizando recursos próprios ou apoiado por mantenedores (igreja local ou outros)?
22) Sua igreja local possui um programa de treinamento vocacional e formação missionária do qual você pode participar? Fale um puco a respeito
23) Na sua visão, o que diferencia uma carreira profissional de uma carreira ministerial?
Envie seu questionário para contato@povoselinguas.com.br, para que possamos acompanhá-lo(a) e orientá-lo(a) quanto ao seu despertamento vocacional.
Conheça o INSTITUTO ANTROPOS

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Outubro de Justiça. Um Mês de conscientização.

“A Justiça irá adiante Dele e preparará o caminho para os seus passos” Salmo 85:13.
Passos de Justiça começou a partir do contato que os missionários de Jovens Com Uma Missão tiveram com várias formas de injustiça, enquanto viajavam pelo mundo compartilhando o amor de Jesus. “Não importa onde nós estivéssemos no mundo, víamos injustiça, como o trabalho escravo, prostituição infantil, falta de acesso água potável, de oportunidade de educação, de cuidado médico, pobreza extrema, governo corrupto, etc.
Alguns de nós se questionaram: “O que podemos fazer?” E, então, orando fizemos a mesma pergunta: “Senhor, o que nós podemos fazer por problemas tão esmagadores?” Do clamor de nossos corações veio a resposta! Era simples: “Dêem um passo de cada vez, façam a diferença!”

Queremos convidar você a fazer parte do Outubro de Justiça, um mês inteiro de Oração e Mobilização por Justiça! E nesta terceira edição no Brasil vamos focalizar a maior crise humanitária desde a II Guerra Mundial: levantar nossas vozes em favor de Imigrantes e Refugiados de todo o mundo.
Todos os dias nos meios de comunicação vemos milhares de refugiados tentando chegar a Europa. Mas isso é só uma parte do problema, pois existe cerca de 60 milhões de pessoas em deslocamento no mundo “como consequência de perseguição, conflito, violência generalizada, ou violações de direitos humanos” segundo o relatório da ONU, a maioria (86%) vivendo em campos de refugiados nos países em desenvolvimento e 50% são crianças!
“Nós não temos essa capacidade e essencialmente, não temos recursos para ajudar todas as pessoas vítimas de conflitos em todo o mundo e provê-los com o mínimo de ajuda e assistência.”
(Antônio Guttierrez /Agência para Refugiados da ONU)
O desafio é realmente grande, impossível aos olhos humanos, mas nós sabemos quem é o único que tem a capacidade e os recursos ilimitados para socorrer todos que tem fome e sede de justiça: “O Senhor que fez os céus e a terra!” e através do seu povo Ele pode agir para salvar milhões de novo! “Pois o Senhor vosso Deus faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe comida e roupa”. (Deut. 10:17,18).
Será que ouviremos de Jesus naquele dia: “Pois tive fome e me destes de comer, tiver sede e me destes de beber, era forasteiro e me hospedastes” (Mat.25:35)?
Começa dia 1° de Outubro. Siga a página no Facebook: Passos de Justiça. A cada dia um motivo de oração, informações, links e vídeos postados. Curta as postagens e compartilhe ao máximo, seja um mobilizador!
Junte-se a nós nessa jornada, aprenda sobre os refugiados, descubra onde eles estão na sua região, envolva sua igreja, grupo ou família, mobilize e peça para que haja momentos de oração por eles nas reuniões da semana, e acima de tudo: abra seu coração para amar.
Em Outubro vamos fazer Justiça, um passo de cada vez!
Faça o Download gratúito do Guia De Intercessão

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Exposição internacional: Quem é o homem do sudário? começa em Belém, hoje, 14.


Pela primeira vez em Belém, a exposição internacional, “Quem é o homem d sudário” estará sendo exibida com exclusividade no Parque Shopping Belém no período de 14 de setembro a 30 de outubro.

O Santo Sudário é um pano de linho que foi utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, deixando marcas que vêm se acentuando com o passar dos anos. Muitos estudiosos e cientistas analisam o caso para provar a veracidade do objeto, mas não há um consenso sobre os resultados. O Santo Sudário original está exposto na Catedral de São João Batista, em Turim, na Itália.

São mais de 30 painéis de uma réplica da exposição originalmente vista em Israel. Além disso, um estudo com mais de 40 cientistas de diversas áreas como física, geologia, arqueologia, entre outros.

Dividida em cinco fases, a exposição conta com a réplica de flagelos, das moedas colocadas sobre os olhos do Homem do Sudário, coroa de espinhos e pregos, produzidos em Israel, como os que foram utilizados na crucificação. Os visitantes também podem conferir um holograma que reproduz em 3D a imagem sindônica feita pelo cientista holandês Petrus Soons. 

A mostra conta também com vídeos que explicam fases da exposição e traz ainda, um facsímile do lençol, produzido em Turim, catedral da Itália onde o seu original fica permanentemente exposto. Para finalizar, uma estátua de bronze, em tamanho real, que reproduz a posição exata em que o Homem do Sudário foi envolto pelo lençol, feita também na Itália.

Segundo o responsável pela exposição e estudioso sobre o Sudário, Padre Alexandre Paciolli, a mostra traz uma série de revelações que a ciência tem estudado a fundo e que envolveram mais de 40 cientistas em todo o mundo em quase 200 horas de trabalho de pesquisas sobre o lençol fúnebre. “Química, física, numismática, biologia… Quantas áreas nos levam a percorrer o passo a passo desse grande estudo, que possui representatividade no mundo. Para mim, o sudário de Turim é um grande desafio à ciência e nos ajuda a crescer em muitos campos culturais”, diz o Padre Alexandre.

A exposição do Santo Sudário promete encantar o público e intrigar com sua amplitude de informações e conhecimento histórico. Não deixe de viver esta experiência arrebatadora.

Local: Parque Shopping Belém, ao lado da visão.

Entrada: gratuita, porém, o shopping está recebendo alimentos não perecíveis
para doações às instituições de caridade atendidas pelo Boulevard Café e pela
Basílica de Nazaré.

(Com informações do Setor de Marketing Parque Shopping Belém)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A missão cristã no mundo do Islã


A reunião de líderes cristãos de todo o mundo no 3º Congresso de Lausanne na Cidade do Cabo em dezembro de 2010 produziu o Compromisso da Cidade do Cabo. Como base para o envolvimento dos cristãos com o islamismo e os muçulmanos, o Movimento de Lausanne afirma a seção 2C em sua inteireza e chama a atenção para o seguinte na Seção 1:


(a) Nós nos comprometemos a ser escrupulosamente éticos em nossa evangelização. Nosso testemunho deve ser marcado por “mansidão e respeito, conservando boa consciência” (1Pe 3.15-16). Por isso, rejeitamos qualquer forma de testemunho que seja coercivo, antiético, enganoso ou desrespeitoso. 

(b) Em nome do Deus de amor, nós nos arrependemos por não procurar criar laços de amizade com pessoas de outras formações religiosas. No espírito de Jesus, tomaremos a iniciativa de demonstrar amor, boa vontade e hospitalidade para com eles.

(c) Em nome do Deus da verdade, nós (i) nos recusamos a promover mentiras e caricaturas de outras religiões e (ii) denunciamos o preconceito, o ódio e o medo racista incitados na mídia popular e na retórica política e resistimos a eles.

(d) Em nome do Deus da paz, rejeitamos o caminho da violência e da vingança em todas as nossas relações com pessoas de outras crenças, mesmo quando atacados com violência. 



À luz dos compromissos acima, o Movimento de Lausanne adota e recomenda o seguinte como DECLARAÇÃO DE LAUSANNE SOBRE NOSSA INTERAÇÃO COM MUÇULMANOS. Confiamos que, tendo uma visão mais clara do que envolve a missão cristã no mundo do islã e respondendo a propostas realistas para concretizar essa visão, os cristãos serão desafiados e estimulados a desenvolverem um meio de promover esses pontos de ação em seu país e região e serem enriquecidos e apoiados pelo trabalho com cristãos em outras partes do mundo.


• Leia este documento completo no blog Lausanne Brasil

sábado, 19 de setembro de 2015

Projeto Sorrir


No dia 12 de setembro de 2013 nasceu o tão sonhado Projeto Sorrir. Ele foi idealizado e concretizado pela missionária Hérica Silva, alguém que queria fazer algo pelas crianças carentes de seu bairro - Paar, que queria dar uma alternativa de vida melhor a elas.

O Projeto se iniciou na residência da própria missionária com pouquíssimos recursos, para não dizer quase nenhum.
Muitos desafios foram enfrentados de lá pra cá, mas Deus não deixou de estar presente. Muitos amigos e parceiros começaram a se envolver direta e indiretamente com o Projeto; mais crianças começaram a se agregar e participar das atividades, bem como várias de suas mães começaram a receber assistência do Projeto.

Existiram muitos dias de choro, petições a Deus, questionamentos e até frustrações, mas sem perder a esperança de que Deus estaria, como está, com sua boa mão abençoando e conduzindo todas as coisas.

Por meio de uma união de muitos amigos conseguimos comprar a sede do Projeto Sorrir e, somos imensamente gratos por isso. Hoje, o nosso desafio é continuar e concluir a reforma iniciada na sede, por isso, decidimos fazer do aniversário de 2 anos do Projeto uma oportunidade de celebração com ajuda de nossos amigos, a fim de angariar fundos para comprar e pagar o que está faltando na obra.

Queremos registrar nosso agradecimento a Deus e a todos que contribuíram e contribuem para que as crianças do PSorrir possam ter melhores oportunidades e não estejam sentenciadas pelo seu contexto familiar.

sábado, 12 de setembro de 2015

Eleição para Conselheiro Tutelar 2015


Fale a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados”. Pv 31:8

O que é o Conselho Tutelar e quem são os Conselheiros Tutelares?

Conselho Tutelar não é um órgão de repressão! O conselho Tutelar foi criado com o Estatuto da criança e do Adolescente (em 1990) e é um órgão que compõe o Sistema de direitos da Criança e do Adolescente. É responsabilidade da Prefeitura a criação e manutenção do Conselho Tutelar. Os Conselheiros são pessoas que tem o papel de “porta-voz” de suas respectivas comunidades. Atuam junto a órgãos e entidades para assegurar os direitos humanos de crianças e adolescentes.

São eleitos 5 (cinco) membros por meio do voto direto da comunidade, para mandato de 4 anos permitida a uma recondução.

ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.

        Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
           Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
       Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

A Palavra de Deus nos orienta:
“Pois o Senhor vosso Deus, é o Deus (...) que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa.”  Deuteronômio 10: 17 e 18

“aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.” Is 1: 17
Situações que o Conselho Tutelar deve atuar.

Sempre que houver necessidade de atender casos de crianças ou adolescentes que estejam com seus direitos ameaçados ou violados.   
  •   A criança ou adolescente que está ameaçada ou sendo vítima de abuso sexual;
  •   A criança portadora de necessidades especiais que precisa de tratamento ou profissional especializado;
  •   A criança ou adolescente ameaçada ou vítima de qualquer forma tratamento desumano ou vexatório;
  •  A criança ou adolescente que não encontrou vaga para matrícula nem escola da Rede Pública;
  •  O bebê que precisa de internação em unidade de tratamento intensivo e não há este serviço no município;
  •   A criança ou adolescente portador de necessidades especiais que tenha sido impedido de frequentar logradouros públicos porque não há acessibilidade;
  •   O bebê abandonado na lata do lixo, na porta de qualquer residência ou em qualquer outro local;
  •   A criança que foi encontrada desacompanhada na rodoviária do município;
  •    A adolescente gestante que não conseguiu fazer pré-natal;
  •    A mãe que informa ter sido negado o relatório médico sobre tratamento ao seu filho recém-nascido na maternidade; 
  •    A criança ou adolescente que trabalha e está impedida de frequentar à escola;   
  •  A criança ou adolescente que necessita de qualquer acompanhamento ou tratamento por profissional especializado nas áreas de saúde, educação e assistência social, providência... 

Obs: O Conselho não pode colocar a criança em família substituta: esta é uma atribuição exclusiva do juiz!

Índices de Violência no Brasil 


E Deus...
“Deus ouviu o choro do menino, e o anjo de Deus, do céu, chamou Hagar e lhe disse: “O que a aflige, Hagar? Não tenha medo; Deus ouviu o menino chorar, lá onde você o deixou.”  Gn 21:17

“Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar”. Mt 18:6

 “Assim diz o Senhor: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor.” Jr 22:3ª

“Defendam os direitos dos pobres e dos órfãos: sejam justos com os aflitos e os necessitados.” Sl 82:3

Entendendo o chamado de Deus...

Eleição dia 4 de Outubro para Conselheiro Tutelar

O mundo é um lugar perigoso, não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que observam e não fazem nada. Albert Einstein



Rodrygo Gonçalves
Idealizador do Projeto Nação Belém que visa ações e vivências com pessoas em situação de rua, ribeirinhos, tribos indígenas entre outros. É Bacharel em Administração. Possui experiência em Educação Social; atua em Políticas sobre drogas. Pastor de Jovens da Assembleia de Deus da Itororó. 





Belém é dividida em 8 Distritos Administrativos, cada um tem uma sede do Conselho Tutelar: DAGUA, DAICO, DAENT, DASAC, DAOUT, DAMOS, DABEN e DABEL.

Conselho Tutelar IV – DASAC (Distrito Administrativo da Sacramenta)  Trav. Lomas Valentino, 316 – CEP: 66093-380. Fone: 3277-4538

Abrangência: Sacramenta, Maracangalha, Miramar, Barreiro, Telegrafo sem fio, Pedreira, Fátima, parte do Marco, parte do Marabaia e parte do Umarizal.

Locais de Votação do DASAC:
  • Justo Chermont (Pedreira)
  • José Alves Maia (Telegrafo)
  • Graziela Moura Ribeiro (Sacramenta)
  • Inês Maroja (Barreiro) 

Levar seu titulo de eleitor, um documento com foto e um comprovante de residência.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Rocha Brasil lança materiais de educação ambiental contextualizados para a igreja evangélica

A Rocha Brasil lançou recentemente dois materiais sobre educação ambiental para a igreja evangélica: “Cartilha cuidando da criação – Material de apoio para educadores” e o “Caderno de Experiências e Vivências no Norte e Nordeste Brasileiro – Projeto Rede de Transformação“.

A Cartilha é um material de apoio a educadores de crianças e adolescente, ela foi elaborada em parceria com a FEPAS/Interact. O Caderno é um material que compartilha a experiência da A Rocha em seus 7 anos de trabalho com igrejas e organizações cristãs brasileiras. Para saber mais sobre a Cartilha e o Caderno, acesse o site da A Rocha Brasil: www.arocha.org.br

“Rede de Transformação – Educação Ambiental e Mobilização Socioambiental nas Igrejas Evangélicas Brasileiras (ReT)”  foi financiado pela Tearfund, de 2009 a 2014.

Para fazer o download do material, clique aqui. Na página que se abrirá, clique em “Compartilhar” e depois “Download” (é necessário ter cadastro no ISSUU).

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PEC 215 NÃO! Não vamos deixar que poucos mexam nos direitos de muitos.



|PEC 215| 

Foi prorrogada por mais cinco sessões a votação da proposta, marcada para hoje pelo ruralista Nílson Leitão (PSDB-MT). 

A PEC pretende transferir do governo federal para o Congresso a atribuição de oficializar Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Territórios Quilombolas. Se aprovada, irá paralisar de vez a regularização dessas áreas. O governo diz que é contra o projeto. 

A proposta ainda legaliza a invasão, a posse e a exploração das Terras Indígenas demarcadas. Leia o relatório que será apresentado: http://isa.to/1KrAQ7y