sábado, 7 de dezembro de 2013

Consumismo infantil na contramão da sustentabilidade

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Um evento em Brasília marcou o lançamento do caderno “Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade”, uma parceria do Instituto Alana com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).  O objetivo da publicação é ajudar os pais e educadores a trabalharem com as crianças a diferença entre o “querer” e o “precisar”, além de abordar temas como sustentabilidade, descarte e consumo.

Medidas como o consumo de lanches feitos em casa, mais saudáveis e que geram menos lixo e descarte de embalagens, são incentivadas. O material também traz alguns dados preocupantes sobre a influência da publicidade no consumismo infantil. Dados do Ibope mostram que, hoje, as crianças passam mais de cinco horas por dia na frente da televisão. E que 64% de todos os anúncios veiculados nas emissoras de TV, monitoradas às vésperas do Dia das Crianças de 2011, foram direcionados ao público infantil (Alana/UFES).

O livreto é o terceiro volume da série Cadernos de Consumo Sustentável, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente. Durante 2013, o Ministério da Educação deverá distribuir 70 mil exemplares da obra; o Ministério do Meio Ambiente, 10 mil e a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), mais 15 mil em todo o território brasileiro.

Que tal aproveitar as dicas da cartilha e começar a ensinar a seus filhos alternativas ao consumo sem reflexão? O documento está disponível para download.

O evento de lançamento do caderno em Brasília contou com as presenças de Gabriela Vuolo, Coordenadora de Mobilização do Alana; Samyra Crespo, Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; Angélica Goulart, Secretária Nacional da Criança e Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e Juliana Pereira, Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Efeitos religiosos do Brasil República


Ultimato relembra o Dia da Proclamação da República e reproduz a seguir um trecho do clássico Cristianismo e Política do saudoso bispo Robinson Cavalcanti. O teólogo e cientista social lembrava os efeitos da separação entre Igreja e Estado com o início do Brasil República.

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A República trouxe a separação entre a Igreja e o Estado. Foram assegurados direitos iguais para todas as religiões. Os cemitérios foram entregues às prefeituras e o casamento civil foi instituído, desconhecendo-se os casamentos religiosos. Já não se deveria ensinar religião nas escolas, nem o governo subvencionar as escolas religiosas. Os membros das comunidades religiosas que incluíram o voto de obediência foram privados de seus direitos políticos. O clero perdeu suas imunidades e teve o seu salário pago pelo Estado apenas por mais um ano. A Constituição de 1891 sequer invocava o nome de Deus. O positivismo e o liberalismo eram as ideologias dos líderes do novo regime.

A Igreja Romana saudou o rompimento das amarras que a prendiam ao Estado, mas protestou pela perda dos privilégios. A Santa Sé veio em seu socorro, procurando dinamizá-la. Em 1901 foi nomeado um núncio apostólico e em 1905, o primeiro cardeal. Se em 1889 havia apenas treze dioceses, esse número chegava a 58 em 1920. Para suprir a falta de vocações, passou-se a importar maciçamente sacerdotes estrangeiros. Uma ação pastoral se voltou para a incipiente classe média e para as elites intelectuais (àquela altura afastada da Igreja em quase sua totalidade). Para sustentar o clero e as obras das ordens religiosas, passou-se a cobrar dos fiéis uma taxa pelos serviços prestados (casamentos, batizados, funerais etc.).

A tarefa dos cardeais da primeira República, Joaquim Arcoverde e Sebastião Leme, foi tentar uma recristianização do Brasil, um aumento da influência do catolicismo romano na sociedade, já que o Estado se mostrava distante e arredio. Um clero ultramontano europeu ou europeizado procurou restaurar a ortodoxia, atacando, em agressiva apologética, o protestantismo, a maçonaria e o socialismo. A religião se elitizava e se desnacionalizava. Ênfase particular era dada aos sacramentos e ao crescimento espiritual individualmente.

(...)

Os primeiros sinais de reaproximação entre a Igreja e o Estado republicano se deram durante o governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), prosseguindo durante o governo de Arthur Bernardes (1922-1926), quando este visitou oficialmente o cardeal Leme. Na crise de legitimidade do governo da República Velha, procurou-se o apoio da Igreja, outra vez reconhecida como condutora das massas.

Embora a ausência de discriminações legais não significasse, na prática, uma melhoria na vida e no ministério dos protestantes, o fato de serem iguais perante a lei, era um avanço muito grande. A Igreja Romana, porém, já não contando com o apoio do Estado para reprimir as “novas seitas”, passou a mover toda sorte de perseguição no nível sociológico, mobilizando as turbas fanatizadas e ignorantes, com a complacência e, muitas vezes, a cooperação das autoridades locais. A fé evangélica se expandia ao custo de uma perseverança e de enfrentamentos a desafios que chegavam ao heroísmo. Epopeia e saga à qual não faltaram os seus mártires, esquecidos pelas gerações futuras.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Os novos órfãos

Na escala da opressão, em via de regra os textos bíblicos falam do estrangeiro, da viúva e do órfão. Há uma clara intenção de que esses grupos, que nesse contexto são aqueles que estão em situação de desvantagem, que precisam de uma maior proteção.

O órfão, na perspectiva bíblica, é aquele proporcionalmente que sofre com maior crueldade os males da injustiça, por isso, é notório que ele tenha uma atenção especial. De todos que tiveram o azar de estar abandonada a própria sorte, são esses que estão em maior situação de maior vulnerabilidade social. estão abandonados a própria. Isaías chega a nos dizer que o culto que Deus deseja é aquele que faz o bem, procura a Justiça, ajuda e oprimido, mas sem esquecer do órfão (Isaías 1.17). Qual tipo de religiosidade que não considere esses valores, se prostitui e macula a adoração ao Senhor.
Quando pensamos quem seria o órfão hoje, não podemos nos furtar de imaginar dos
 
jovens, crianças e adolescentes que estão a margem por conta da falta de oportunidade de vida digna. Órfãos hoje não apenas aqueles que não tem pai e mãe, mas todos esses ainda em fase de desenvolvimento que não tem um sistema que os garanta viver em plenitude suas potencialidades.
 
Esse “novo órfão“ são os que mais sofrem com a violência brasileira, seja causada pela bala, pela imoral falta de investimento em políticas públicas específicas para o mundo juvenil ou pelo não cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa definição pode ser também dita para a juventude negro que padece um crescente genocídio que os aniquila.
 
Essa fase da vida, tratada ainda como uma época problemática do ser humano, retrata apenas que o problema maior é o mundo adulto que não zela por esses e acha que a solução é tão simplesmente encarceramento dos mesmos. Uma total inversão que denuncia o quão longe a equidade é um sonho e que não observa a sabedoria bíblica nos ensina: “Educa a criança no caminho em que deve andar, E ainda quando for velho, não se desviará dele“. Provérbios 22:6
 
No livro de Salmos, que registra preces, clamores e intercessões diante do Senhor, nos lembra que essa fase especial do mundo juvenil, deva ser cultivada com afinco e esculpida com esmero. ”Que os nossos filhos, na sua juventude, sejam como plantas em crescimento; que as nossas filhas sejam como colunas esculpidas de palácios”. (Salmos 144:12).
 
“Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão.” Deuteronômio 24.17
 
Nossa oração é:
Senhor Nosso,
Não nos deixe esquecer que o Teu Reino não permite que deixemos de lados aqueles que esse mundo mal os transformou em órfãos de direitos e oportunidades.
Que a nossa adoração seja antes de tudo uma voz que clama pela justiça. Reconhecemos, ó Deus, a nossa responsabilidade de fazer com que o Brasil seja mais justo e confessamos nossa culpa pelos jovens e adolescentes que são engolidos pela lógica perversa da violência.
Nos dê a sua graça para servir e amar. Faz-nos vencer o medo irracional que hoje reina entre nós e que nos impede de tocar nos intocáveis desse mundo.
Em Cristo, que por meio do Seu Sangue, Tu nos adotaste eternamente.
Amém.
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Caio César Sousa MarçalSecretário de Mobilização da Rede FALE

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Oremos pelas Filipinas

O desastre natural mais mortal das Filipinas 

haiyan filipinas Equipes cristãs de socorro ajudam vítimas do maior tufão da história

Durante o fim de semana, em sua passagem pelas Filipinas, Haiyan deixou pelo menos 10 mil mortos e 2 mil desaparecidos, cifras que fazem dele o desastre natural mais mortal já registrado no país, segundo estimativas das autoridades divulgadas neste domingo.


Duas ilhas do centro do arquipélago filipino, Leyte e Samar, que estavam em plena trajetória do Haiyan quando ele atingiu o país, na madrugada de sexta-feira, foram especialmente afetadas.

Em Tacloban, capital da província de Leyte, o tufão deixou imagens apocalípticas, com filas de homens, mulheres e crianças andando pelas estradas com o nariz coberto para se proteger do cheiro dos corpos sem vida.

"Tacloban está totalmente destruída. Algumas pessoas estão perdendo o juízo pela fome ou pela perda de suas famílias", contou este domingo à AFP o professor do ensino médio Andrew Pomeda, de 36 anos, alertando para o desespero crescente dos sobreviventes.

Socorristas pareciam sobrecarregados em seus esforços para tentar ajudar os incontáveis sobreviventes. Centenas de policiais e soldados foram mobilizados para conter os saques na cidade costeira, enquanto os Estados Unidos anunciaram que irão enviar ajuda militar, atendendo a um apelo do governo filipino.

"As pessoas estão ficando violentas. Estão saqueando estabelecimentos comerciais, shoppings, apenas para encontrar comida, arroz e leite. Estou com medo de que em uma semana as pessoas possam matar por causa da fome", acrescentou o professor Pomeda.

Um homem, Edward Guialbert, perambulava entre os cadáveres para recuperar alimentos em conserva sob os escombros de uma casa. Mais adiante, um açougue que por milagre permaneceu intacto foi saqueado por uma multidão. Um comboio de ajuda da Cruz Vermelha também foi saqueado.

"Nós nos reunimos com o governador (da província de Leyte) na noite passada e, baseando-nos nas estimativas do governo, há 10.000 vítimas (fatais)", declarou à imprensa Elmer Soria, funcionário de alto escalão da polícia de Tacloban, a capital da província de Leyte, na ilha de mesmo nome.

Em Samar, porta de entrada do tufão no país na sexta-feira, foi confirmada a morte de ao menos 300 pessoas na pequena cidade de Basey, e outras 2.000 estão desaparecidas em toda a ilha, indicou Leo Dacaynos, membro do conselho de gestão de catástrofes, à rádio DZBB.

Também foi confirmada a morte de dezenas de pessoas em outras cidades e províncias devastadas pelo super tufão.

Muitas localidades permaneciam incomunicáveis e as autoridades enfrentavam muitas dificuldades para agir devido à magnitude da catástrofe e ao número de vítimas a serem resgatadas.

"Ocorreram grandes destruições (...) A última vez que vi algo parecido foi durante o tsunami no oceano Índico, que deixou 220.000 mortos em 2004", afirmou Sebastian Rhodes Stampa, chefe da equipe da ONU encarregada da gestão de desastres que se encontrava em Tacloban.

Vários países ofereceram ajuda às Filipinas. Os Estados Unidos fornecerão helicópteros, aviões, barcos e equipamentos destinados à busca e ao resgate, após um pedido feito por Manila, indicou o secretário americano da Defesa, Chuck Hagel.

Austrália e Nova Zelândia entregaram neste domingo quase meio milhão de dólares (370.000 euros) à Cruz Vermelha das Filipinas e indicaram que podem fornecer ajuda adicional.

A UNICEF preparou 60 toneladas de ajuda sanitária, que deve chegar ao país na terça-feira, e o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM) está organizando o envio de 40 toneladas de alimentos.

Todos os anos, as Filipinas são atingidas por cerca de vinte tempestades e tufões entre os meses de junho e outubro.

Moradores preparam sacos de areia para reforçar um dique do mar na província de Phu Yen, no Vietnã (Foto: Vietnam News Agency/AFP)

Além dos tufões, o país sofre regularmente com a ira da natureza, em forma de terremotos ou erupções vulcânicas, com um balanço de vítimas fatais cada vez maior.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Para terminar esse ciclo de sugestões de livros: "Estratégias para o Plantio de Igrejas"


Introdução do Livro:

Creio que as estratégias de evangelismo e plantio de igrejas devem ser construídas de acordo com os fundamentos missiológicos numa perspectiva bíblica, contextualizada e aplicável.

(...)

As estratégias são formas através das quais aplicamos um princípio. O princípio da evangelização bíblica, cristocêntrica, mandatária e transformadora utilizará de diferentes formas em diferentes contextos para que a mensagem seja compreendida de maneira inteligível e relevante.

Na década de 50, com a invasão comunista na China, os poucos missionários protestantes foram forçados a deixar o país. Proclamou-se naqueles anos a morte da igreja chinesa, que contava com poucas centenas de convertidos maduros que, por sua vez, sofriam forte perseguição. A adoração pública a Deus foi tolhida, a evangelização e testemunho pessoal do evangelho, proibidos, as reuniões, perseguidas. Os programas de treinamento de líderes locais desapareceram juntamente com as organizações missionárias nesses primeiros anos. A igreja chinesa, porém, passou a utilizar ambientes menos públicos para se reunir, em grupos pequenos, transmitindo a mensagem a partir de relacionamentos sempre individuais, enfatizou a teologia bíblica que expõe o sofrimento necessário e produtivo dos santos e valorizou a Palavra que, contrabandeada, chegava aos lugares mais distantes. Esse pacote de aplicativos seria a estratégias utilizadas, de forma intencional ou não. As mesmas sempre variam de lugar para lugar, tempo para tempo, de circunstância para circunstância. Desejar uniformizar as estratégias evangelísticas e de plantio de igrejas seria uma ingenuidade do ponto de vista sócio-humano, visto que o homem muda, frequentemente, sua forma de se agrupar, relacionar, comunicar, compreender e vivenciar verdades. Os princípios, porém, permanecem.

Apesar de concordar com as expressões de Newbigin e Van Egen sobre a necessidade de uma evangelização direcionada ao homem e não ao grupo, e esse homem inserido no contexto da vida, desenvolveremos neste capitulo uma abordagem comunitária no processo de plantio de igrejas. Ou seja, exporei aqui possíveis estratégias a serem utilizadas para um grupo específico e não um indivíduo, seja um segmento social urbano, um bairro em uma cidade ou mesmo uma etnia definida.

download: http://instituto.antropos.com.br/downloads/ebooks_html/estrategiasparaoplantiodeigrejas/

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sobre sexo antes do casamento...


Queridos, ultimamente tenho encontrado pessoas cristãs que afirmam que a bíblia não ensina que o sexo é para ser praticado dentro do casamento. Dizem que os namorados cristãos que se encontram em uma relação "madura" de "compromisso" podem transar naturalmente.

Primeiro lugar, o mandamento bíblico que condena a relação sexual fora do matrimônio constitui-se um principio geral que pode ser aplicado a diversas áreas da vida:

"Não cobiçarás" (Ex 20.17).

A cobiça nada mais é do que querer possuir o que não nos pertence. Em 1 Co 7 o Ap. Paulo afirma que o cônjuge tem "poder" sobre o corpo do outro. É outra forma de dizer que um pertence ao outro, logo, no casamento já não vigora a cobiça.
 
Antes que digam que Jesus acabou com a Lei, gostaria de lembrar que com relação ao tema específico da sexualidade Cristo não "suavizou" o mandamento ele o internalizou dizendo que até a "intenção impura" era pecado (Mt 5.28).

Portanto, para os que acham muito difícil pregar e viver a abstinência sexual, vai um aviso, Cristo nos ensinou que só pensar de forma impura já se constitui transgressão, isso é bem mais radical.
Ele estava deixando claro que a obediência a Deus era completamente impossível ao homem por suas próprias forças. E, por isso ele nos propõe um novo nascimento, que pela graça, nos educará a renegar as paixões mundanas (Tt 2.11).

E mais, quando Paulo escreveu aos que estavam propensos a imoralidade sexual (termo grego: 'pornea', que significa relações sexuais ilícitas - tendo como parâmetro de licitude, justamente, o casamento) ele não disse: "SE VOCÊS ESTÃO QUASE FORNICANDO (ABRASADOS) ENTÃO AMADUREÇAM, CRESÇAM EM CONSCIÊNCIA E, DEPOIS DE MUITO ‘AMOR’ E UMAS MASSAGENS NAS COSTAS DELA (PARA FINGIR QUE VOCÊ NÃO ESTÁ APENAS QUERENDO TRAÇA-LA) SEJAM FELIZES E TRANSEM..." Ele disse: casem-se! Ou se solteiro, não toque mulher (1 Co 7.9).

Se um casal se orgulha tanto do seu amor e amadurecimento, então se case! Do contrario é com dizer: Eu te amor muito e sou comprometido com você, mas não quero tornar isso oficial, pois vai que eu não goste do jeito que você transa.
 
Isso é uma relação baseada em lascívia: usar o outro para auto satisfação. E, isso fingindo amor. O AMOR DE 1 Co 13 “Tudo sofre, tudo crê, TUDO ESPERA”. Prova de maturidade não é ter quantidade sexual no namoro, é justamente o contrário. Quanto mais imaturos, mais baseados na satisfação sexual é um casal. Quando o cara esta tentando transar com a moça fingindo um pretexto teológico, realmente é muita prova de amor. Amor a ele mesmo!

“O amor não quer o que não tem” (1 Co 13). O casamento é o ato de “ter” alguém plenamente e, assim poder querê-lo em todos os sentidos.

Escreverei depois, sobre a realidade espiritual da relação sexual, fato que foge a muitos que tentam interpretar a sexualidade aos olhos da bíblia. Falo sobre isso mais tarde...

Deus abençoe,


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Começou a Semana Mundial de Oração contra a Corrupção

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Outubro tem sido um mês de mobilização de cristãos ao redor do mundo que se juntam para orar e jejuar a respeito dos nossos próprios defeitos e, por conseguinte, pela nossa própria corrupção perante Deus. O “Exposed 2013”, uma campanha cristã internacional contra corrupção institucional e pessoal começou ontem, dia 14, e vai até domingo, dia 20, com o slogan “Corrupção Mata! Exponha-a! Denuncie! Ponha um foco de luz na Corrupção”.

Neste período, todos são convidados a participarem de uma vígila de oração e a assinarem o Chamado Global que pede aos líderes do G20 (as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) que definam passos em direção à abertura e transparência nas transações financeiras. Segundo a campanha, isto irá ajudar a erradicar o suborno e a sonegação de impostos. O Exposed é coordenado por diversas organizações cristãs, entre elas Aliança Evangélica Mundial (WEA), Sociedade Bíblica e Exército de Salvação.

Especificamente nesta semana (14 a 20), o movimento Exposed 2013, com o apoio no Brasil, do “Ame a Verdade”, tem como objetivos:

- Mobilizar 100 milhões de pessoas ao redor do mundo para adotem formas positivas de resistência a corrupção. Para baixar os recursos disponíveis, clique aqui.
 
- Realizar 2000 vigílias com os mais pobres ao redor do mundo. Acesse o Guia da Vigília aqui.
 
- Coletar 1 milhão de assinaturas de um Chamado Global que será apresentado na reunião do G20, onde estarão as maiores potências econômicas mundiais em 2014, pressionando-os para que adotem mecanismos de transparência e combatam o suborno e evasão fiscal. Acesse a coleta de assinaturas aqui.

Igrejas e movimentos cristãos brasileiros estão participando da Semana de Oração. No Norte do Brasil, a Aliança Bíblica Universitária vem mobilizando universitários. No Nordeste, o pastor José Marcos, da Igreja Batista em Coqueiral, em Recife (PE) e presidente do Instituto Solidare, convoca todos os cristãos para orar e agir. “Este movimento é mais cristão do que as reuniões solenes que fazemos em nossos templos, se estas não levantam um som profético contra as injustiças, sobretudo a corrupção”, diz ele. Elda Mariza Valim Fim, da Igreja Presbiteriana Independente de Cuiabá (MT) também conclama outros cristãos. “A verdade é a pureza de Cristo, a corrupção é a mentira”, ressalta ela.

Mais informações sobre a Semana de Oração contra a Corrupção: www.ameaverdade.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Gerir os bens, emancipar os pobres, trazer o Reino

Gehard Fuchs, da REPAS, fala sobre justiça social do reino de Deus
Muitos começaram o dia de sábado um pouco mais tarde, e às 8h30 alguns poucos receberam a boa recompensa pela pontualidade. Gehard Fuchs, da REPAS (Rede Evangélica Paranaense de Assistência Social), eleito na última quarta-feira membro da Coordenação Colegiada* de RENAS, resgatou três pontos da sexta-feira de uma nova perspectiva, como ele mesmo disse: a partir do seu locus: a economia.

Quanto é suficiente para você

O primeiro vem das palavras de Ricardo Barbosa, que meditou em Filipenses 4. Gehard repetiu a pergunta de Ricardo “Quanto é suficiente para você, agora falando de dinheiro?”. Segundo ele, definir o suficiente depende do nosso medo: suficiente para um dia, para um ano?

A pergunta inicial leva a outras duas: “O que você vai fazer quando tem menos?” e “E o que você vai fazer quando tem mais?” E a resposta vem da experiência de Paulo: quando tinha menos, ele fazia uma nova tenda para vender, mas quando ele tinha mais ele parava de fazer tendas? Deus deu dons que não devem ser deixados de lado quando você já tem o suficiente, se você não precisa, tem alguém que precisa e você tem que compartilhar. Fazer o que tem que ser feito nessas situações, tem a ver com contentamento.

Emancipar o pobre para participar do seu processo de libertação

O segundo ponto resgatou uma palavra de Ariovaldo Ramos sobre a emancipação do o pobre, a fim de que ele participe do seu processo de libertação.

Gehard contou a história de uma igreja que levou para um bairro pobre de Curitiba uma versão classe média de igreja. Esse modelo tirava do pobre o sentimento de pertencimento, pois quanto o pobre poderia pagar de aluguel por um templo? Nada. Então como fazer para ele sentir que a igreja é dele? Simples, se ele não pode pagar nada, tem-se que ir para a praça, talvez a escola ou o centro comunitário, diz ele.

A leitura econômica da situação também nos faz perguntar como ele vai sentir que o pastor é o seu pastor? Ele não pode pagar, então outras igrejas se juntavam e pagavam para o pastor pregar no domingo. Mas eles sentiam que era deles? Obviamente que não, responde Gehard.

A nova pergunta é como fazer sem templo e sem pastor? A verdade é que eu não preciso de dinheiro para orar ou ter comunhão. Eu posso ter esse espaço, sentir que ele me pertence e uma leitura na perspectiva econômica nos ajuda a entender esse desafio da missão da igreja.

Venha o teu reino

O terceiro resgate traz uma reflexão sobre reino. Se tem reino, tem rei e rei é um cara que tem um território e um povo. Se Jesus e o rei, onde é que ele manda?

O reino de Deus está muito próximo de nós. Se eu deixo Deus mandar na minha vida, ali é o reino de Deus, se não deixo, é outro que está mandando. “Entra na minha casa, entra na minha vida” tem muito a ver com deixar o reino de Deus entrar.

Segundo Gehard, a fé não é um salto no escuro. Paulo disse que Deus providenciou para que todos cheguem ao processo da verdade, mas como então fazer Deus ser ouvido no nosso processo decisório? Ele entende que três formas de ouvir:

 1. Individualmente: Deus fala ao seu coração e a paz é a sua resposta;

2. Coletivamente: “na multidão de conselhos há sabedoria”, logo em uma decisão coletiva, a qualidade tende a aumentar.

3. Unção: Gehard conta que certa vez Deus falou para buscarem a unção. Apenas reunir para orar e cantar. E em uma dessas reuniões uma pessoa começou a pregar e disse “irmão, Deus tem uma palavra para você”. E esse pregador disse para várias pessoas, coisas sobre suas vidas, sem as conhecer. Na visão de Gehard, ele nunca tinha visto o dom do conhecimento e da sabedoria posto em prática tão bem.

Gestão por conhecimento: ouvir nosso coração, ouvir os conselhos da igreja e ouvir a sabedoria daqueles que têm o dom. Assim proporcionamos que o Reino de Deus esteja em nossa casa, nossa igreja, nossa organização, concluiu ele.

* A Coordenação Colegiada é formada por três representantes das organizações que formam o grupo gestor de RENAS. A eleição ocorreu na reunião de filiadas de RENAS

Texto: Tábata Mori (RENAS Goiás)
Foto: James Gilbert

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Uma cartilha para ajudar a enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes

CartilhaBNRA Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) está de parabéns, pois tem lutado corajosamente e conseguido, passo a passo, dar visibilidade ao fenômeno da violência sexual contra crianças e adolescentes por todo nosso imenso país. A edição da cartilha “Uma ação educativa contra a Exploração e o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes”, com seus 10 mil exemplares, mostra a força e o poder dessa militância.

Se me perguntassem: qual a fórmula desse grande sucesso da RENAS? Eu responderia que o segredo está na unidade e na graça de nos encontrarmos no centro da vontade de Deus, realizando sua obra.
A cartilha foi concebida para ser uma ferramenta a serviço da campanha “Bola na Rede”, promovida pela RENAS em parceria com onze organizações e redes.

Nosso principal objetivo é promover uma ação educativa que sensibilize as pessoas para a gravidade da exploração e do abuso sexual de crianças e adolescentes. Esperamos com isso fomentar a quebra do muro do silêncio, o aumento das notificações e a promoção de um ambiente mais seguro e livre de violência sexual para a população infanto-juvenil.

O processo de criação da cartilha contou com a colaboração e sugestões de várias pessoas ligadas à RENAS, dentre as quais destaco, com especial carinho, Ronald Neptune, Eliandro Viana, Tânia Wutzki, Débora Fahur e Ana Paula Felizardo.

Podemos dizer que escrever esse documento foi um grande desafio. O texto devia primar pela objetividade, ser simples, mas, ao mesmo tempo, conter informações relevantes para aqueles que desejassem prevenir e/ou encaminhar para redes de proteção a apuração de casos concretos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Apesar de abordar o fenômeno da violência sexual de uma forma técnica, mostrando a tipificação de conceitos, estatísticas, legislação e detalhamento do sistema de garantia de direitos, a cartilha ficou bem didática e de fácil compreensão.

Está comprovado cientificamente que no decorrer do nosso processo de aprendizagem retemos apenas 10% do que lemos, 20% do que escutamos, 30% do que vemos, 50% do que vemos e escutamos (audiovisual), 70% do que ouvimos e logo discutimos e 90% do que ouvimos e logo realizamos. Dessa forma, tomando por base esses dados, recomendamos o estudo da cartilha em pequenos grupos e em classes de escola dominical. Para ajudá-lo a otimizar os debates e aprofundar as principais questões associadas ao fenômeno, criamos, logo após a exposição de cada tema, as seções “Para refletir” e “Uma palavra de esperança”. Confiram. Vale a pena.

A RENAS, inicialmente, não tinha recursos para produzir a cartilha. Entretanto, movidos pela fé, cremos que Deus iria prover “o ouro e a prata” e por meio da articulação com alguns parceiros, dentre os quais destaco aqui a Visão Mundial, na pessoa do Welinton, o sonho se transformou em realidade.

Por fim, concluo esse breve comentário, citando Victor Hugo que disse: “Nada é mais poderoso do que uma ideia que chegou no tempo certo”. De fato, meus queridos irmãos, a ideia de mobilizar a igreja para proteger crianças e adolescentes da violência sexual chegou no tempo certo. Acredito que estamos vivenciando um “kairós” de Deus. Essa é nossa hora de fazer história e proteger da violência essa geração de pequeninos. Que o Espírito Santo ilumine e fortaleça a todos nós, para que quando nos apresentarmos, perante nosso mestre Jesus, escutemos de seus lábios: “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25.23).
Leolina Cunha
(CECOVI)
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